Subsidiária brasileira espera ter cerca de 10% de adesão de PCs com a nova família de microprocessadores nas vendas de final de ano. Com o lançamento, que já está na linha de montagem de PCs locais Itautec, Metron e Microtec, a empresa inicia sua campanha para modificar a medida de performance dos processadores.
Nesta terça-feira, dia 9, a AMD, fabricante norte-americana de microprocessadores e memória flash desvendou, mundialmente, os mistérios que restavam a respeito do lançamento de sua nova família de processadores Athlon XP (Xtra Performance).
Voltados inicialmente para PCs e estações de trabalho de alta capacidade, os novos processadores devem abrir caminho entre pequenas e médias empresas. Itautec, Metron e Microtec são os fabricantes locais que já incluíram a família em suas linhas de produção.
Baseados na arquitetura QuantiSpeed, além de maior performance, os processadores prometem redução de consumo de energia em até 20% e também estão preparados para suportar o xará Windows XP.
Com o objetivo de ter uma adesão dos novos processadores em cerca de 10% do mercado local, até o final do ano, e consolidar uma nova fórmula para medida de performance em 2002, a companhia pretende investir US$ 1,5 milhão no lançamento, nos próximos três meses, somente na América Latina.
A nova família é uma ponte para esta iniciativa que deve levar um parâmetro de medida de performance mais honesto ao consumidor, afirma Celso Previdelli, gerente geral da AMD South America, em entrevista ao Jornal Computerworld .
IPC (instruções por ciclo do clock) x MHz (velocidade do clock). Esta é a equação que a fabricante traz à tona, disposta a dissipar o mito dos MHz criado por sua maior concorrente, a Intel.
As mudanças já estão na classificação dos quatro novos processadores, chamados AMD Athlon XP 1800+ (1.53Ghz), 1700+ (1.47GHz) 1600+ (1.4 GHz) e 1500+ (1.33 GHz).
Conforme lembra Previdelli, há cerca de oito anos, quando optou por seguir uma arquitetura de processamento diferenciada do Pentium, da Intel, a fabricante pagou o preço de ter sua participação de mercado resumida a 8%, na época.
Estamos recuperando o tempo perdido gradualmente, com uma estratégia de longo prazo e focalizando nossos produtos, avalia o executivo. Atualmente, segundo ele, a corporação que forneceu 7,7 milhões de processadores no segundo trimestre deste ano toma 24% do mercado mundial de chips.