Depois de três anos de desenvolvimento, a integradora apresentou a tecnologia Fit-Ix que substitui a arquitetura convencional cliente-servidor pela centralização das informações, processamento e do suporte às aplicações. Investimentos foram de R4 10 milhões.
A partir do conceito de computação por demanda, a CPM integradora que tem como acionistas o Bradesco (49%) e o grupo de investidores internacionais liderados pelo Deutsche Bank Capital Partners (51%) anunciou nesta terça-feira, 26, a tecnologia Fit-Ix, que consumiu R$ 10 milhões em desenvolvimento nos últimos três anos.
Neste período, a integradora contou com a parceria de empresas como a Citrix, Conectiva, Dell, Microsoft, New Age, Novell, Proteus e Telefônica Empresas.
Conceitualmente, a Fit-Ix substitui a arquitetura convencional cliente-servidor pela centralização das informações, processamento e do suporte às aplicações.
Segundo Maurício Machado de Minas, vice-presidente de operações da CPM, um dos maiores benefícios da solução é a centralização do processamento – atualmente hospedado no TIC (data center da Telefônica Empresas)- como garantia para preservar o investimento em software e hardware, além da oferta de segurança.
Com a Fit-ix, a CPM almeja quatro mercados: o corporativo (500 maiores empresas); o governo; as pequenas e médias, que seriam atendidas através de canais, como por exemplo, as operadoras de telecomunicações, e o consumidor final, através do serviço ADSL. Essa última iniciativa será deflagrada nos próximos 12 meses.
O vice-presidente da CPM informa ainda que, já no ano que vem, faz parte da estratégia da integradora exportar a solução baseada na nova tecnologia, especialmente para os EUA e países da Europa.
Atuamente, a solução roda, em ambiente de testes, na própria CPM e em gigantes como o Bradesco e a Ambev(Companhia de Bebidas das Américas).
A tecnologia Fit-Ix foi desenhada sob uma arquitetura flexível, acrescenta Minas. Sendo assim, o cliente é quem determina como ela será implementada e qual será a sua customização.
Durante o desenvolvimento, foram consideradas questões de performance (o usuário define o quê vai usar em sua máquina); suporte (atender as necessidades ao invés de resolver problemas); e segurança (gerenciamento via data center).
Se considerarmos que em média o custo de manutenção de cada estação de trabalho é de R$ 400,00 ao ano, no momento da implementação a redução de custo é de 20% a 30%, destaca o vice-presidente da CPM. A aquisição da solução é modular. O pagamento acontece por meio de contratos de SLA (Service Lavel Agreement) e SLM (Service Level Management).
Caso a organização não queira migrar para um Thin Client( cliente magro), ele continua com a workstation onde instalamos componentes de software para aumentar a produtividade do equipamento e retiramos o que é dispensável, explica.
De acordo ainda com Minas, a CPM negocia com os três principais fabricantes de hardware contratos de parceria para a integração da solução nos equipamentos.
Também estamos em discussão com as consultorias como parceiros de negócios, embora a equipe da CPM faça uma análise do TCO antes de oferecer a tecnologia, finalizou o executivo.