Tal como fizeram o Bradesco e o Unibanco, o Banco do Brasil já está estudando a venda ou a terceirização da sua rede de telecomunicações. Diretor de Tecnologia e Infra-Estarutura, Antonio Gustavo Matos do Vale, diz não ser contrário a idéia. É tudo uma questão de custo e benefício, garante. Acesso discado ao Office Banking já está sendo contratado no mercado.
O Banco do Brasil já está avaliando a conveniência de vender ou terceirizar uma parte dos seus serviços de telecomunicações, tal como já fizeram o Bradesco e o Unibanco.
O Diretor de Tecnologia e Infra-Estrutura do Banco do Brasil, Antonio Gustavo Matos do Vale, já recebeu uma análise técnica sobre a conveniência de manter ou não sua rede.
Embora considere difícil tomar uma decisão ainda este ano, Gusrtavo do Vale deixou claro que não tem preconceito algum em terceirizá-la. É tudo uma questão de custo e benefício, disse ele, em entrevista exclusiva ao CW Online.
Mesmo que isso venha a ocorrer, o diretor garante que áreas estratégicas, que envolvam segurança do sistema deverão permanecer nas mãos dos técnicos do Banco do Brasil.
Veja a íntegra desse ponto da entrevista do novo Diretor de Tecnologia e Infra-Estrutura do Banco do Brasil, Gustavo do Vale:
CW Online Alguns bancos estão vendendo ou terceirizando suas redes de telecomunicações. O Bradesco já saiu na frente nessa estratégia. O Banco do Brasil está estudando esse asunto?
Gustavo do Vale – Nós conhecemos o movimento que o Bradesco fez com a Portugal Telecom e que o Itaú está nesse processo. O Banco do Brasil já pensou sim. Sem dúvida nenhuma, já conversamos a respeito, mas não temos um estudo concreto.
O Ricardo ( Superintendente-Executivo de TI, Ricardo Antonio de Souza Batista) me apresentou um paper explicando todos os prós e os contras que, inicialmente, ele vê neste sentido e vamos estudar. Mas eu não tenho preconceito algum contra a terceirização da rede. É tudo uma questão de custo e benefício. Ou seja: se for mais barato para o Banco do Brasil terceirizar as redes, mantendo a mesma qualidade ou aumentando a qualidade dos serviços, você pode ter certeza que o Banco do Brasil não tem o menor preconceito.
Pessoalmente não tenho e, tenho certeza, que a equipe não tem. Nosso negócio é funcionar da melhor forma possível ao menor custo. Sabemos que o custo de atualização de uma rede é bem complicado e, segundo o Heliomar (Gerente de Tecnologia, Software e Hardware, Heliomar Medeiros de Lima) me ensina de vez em quando, o nível de inovações tecnológicas nessa área de telecomunicações é flagrante.
Mesmo porque, foi ela que permitiu toda essa concentração de processamento. Fomos conhecer na quinta-feira(31 de maio) o Data Center de uma empresa de telefonia e, constatamos que cada vez mais as pessoas estão concentrando seus CPDs. Não temos preconceito, mas não temos estudo definitivo.
CW Online -O senhor teria um prazo para tomar esta decisão? Ela pode sair ainda este ano?
Gustavo do Vale – Estamos estudando o comportamento do mercado, pois até agora somente o Bradesco e o Unibanco caminharam nesta direção.Não sei se a área técnica do banco teria condições de propor ainda este ano à diretoria uma solução técnica tão radical do ponto de vista de mudança. Porque é uma mudança em termos de Banco do Brasil.
Há algum tempo, os preços dos serviços de telecomunicações praticamente forçavam as grandes empresas a montarem suas próprias redes, porque fazendo isso, havia o retorno do investimento num curto período de tempo. Este cenário vem mudando aos poucos de modo que, agora, precisamos fazer a conta, e muito bem feita, se vai acontecer a contratação de um serviço ou se haverá investimento na ampliação da rede.
CW Online Mesmo assim, o BB já tem alguma área sendo terceirizada levando em conta essa questão da relação custo/benefício?
Gustavo do Vale – Já temos alguns serviços como, por exemplo,o do provimento de acesso discado, que montamos há três anos, e que hoje tem cerca de 2 mil pontos para receber ligações do Office Banking, um produto que faz muito sucesso, mas que agora, na atual situação, estamos partindo para fazer isso terceirizado.
Já temos um nível consideravelmente elevado de terceirização da rede, nas áreas de comunicação, operação e manutenção. Nos CPDs temos um contingente nosso. Isto, porque, mesmo você terceirizando, tem que manter uma inteligência na área para controlar e gerenciar, por exemplo, o SLA ( Service Level Agreement). Em síntese, podemos até terceirizar do ponto de vista operacional, mas jamais a gestão. Essa vai continuar ocorrendo da área de tecnologia e será ela que vai avaliar todas as inovações tecnológicas para definir essa questão.