Flávio Haddad, atual diretor de computação pessoal da IBM, afirma que a estrutura permanecerá a mesma. A fabricação local da IBM, hoje realizada pela parceira Solectron, também será mantida.
Assim como está previsto para ocorrer em todos os países em que atua, a IBM, após a venda de sua divisão de computadores pessoais para a chinesa Lenovo, não deve realizar grandes mudanças em sua subsidiária brasileira.
Na última quarta-feira (08/12), a chinesa Lenovo Group Ltd. assinou um acordo definitivo para adquirir a divisão de PCs da IBM por US$ 1,25 bilhão em dinheiro, negócio que transformou a Lenovo na terceira maior fabricante mundial de PCs, atrás apenas de Dell e HP. Além do dinheiro, a IBM contará com uma participação de 18,9% na Lenovo. Combinadas, a soma e a participação acionária atingem US$ 1,75 bilhão.
Flávio Haddad, atual diretor de computação pessoal da IBM Brasil, afirma que a estrutura local permanecerá a mesma. A fabricação brasileira da IBM, hoje realizada pela parceira Solectron, em Jaguariúna, no interior de São Paulo, também será mantida. Nada muda nessa área. A Lenovo até tem fábricas na China, mas com a IBM ela adquiriu um modelo de negócios, é um contrato de longo prazo, explica.
Não estamos prevendo nenhuma mudança em um curto espaço de tempo, afirma Ricardo Bloj, gerente geral da Solectron. Segundo ele, a tendência é que o contrato de fabricação seja revisto em meados de 2005, quando a subsidiária brasileira da Lenovo deve começar a operar.
Atualmente, os desktops IBM são fabricados no País. Na área de portáteis, três dos quatro modelos de notebooks da empresa são feitos por aqui. Um dos modelos é importado, assim como os acessórios,. Apesar da IBM projetar os produtos, ela terceiriza a fabricação.
Mesmo com a aquisição por parte da Lenovo, faz parte do contrato o compromisso da IBM em prosseguir nas vendas do segmento pelos próximos cinco anos. Continuaremos, inclusive, a fabricar com o logotipo IBM. A empresa mantém todos os seus compromissos. Depois de dezoito meses, vamos juntar as competências dos engenheiros das duas empresas para lançar novos produtos, complementa Haddad.
Suporte e manutenção também são responsabilidades da big blue durante cinco anos. As marcas da IBM, como a Thinkpad, também foram adquiridas pela corporação chinesa. Não foi uma simples transação de venda, mas sim uma forma criativa de participar desse negócio sem ter que tocá-lo no dia a dia. Este mercado exige muita agilidade, e não estava mais dentro do perfil que a IBM busca.
O período de consolidação entre as empresas deve ser concluído no primeiro semestre de 2005, no qual toda a equipe de Haddad, que hoje conta com aproximadamente 40 profissionais diretos, se desligarão da IBM e serão automaticamente contratados pela Lenovo.
Mundialmente, a divisão IBM possui nove mil funcionários, que serão somados aos dez mil da fabricante chinesa. Com esses números, passamos a ser a terceira maior empresa do mercado de PCs do mundo. E agora vamos fazer muito barulho porque ainda não estamos satisfeitos, diz o executivo.
Com informações de Daniela Braun IDG Now!