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O futuro do profissional OLAP

A ferramenta de desenvolvimento de BI (Business Intelligence) evoluiu nos últimos anos e, consequentemente, os profissionais que atuam nessa área tendem a ser menos técnicos, voltando seu foco ao conhecimento do negócio.

Publicado: 15/03/2026 às 20:04
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6 minutos
O futuro do profissional OLAP
Construção civil — Foto: Reprodução

O profissional de TI com formação técnica está cada vez mais fadado a perder oportunidades no mercado. Hoje as corporações utilizam as melhores práticas da Tecnologia da Informação alinhavadas a seus negócios. Essa realidade não é diferente para quem trabalha com OLAP (Online Analytical Processing). O que existe é uma tendência de o usuário desenvolver habilidades para produzir relatórios personalizados e não mais contar com um técnico que faça uma análise pré-formatada àquela área da companhia.

Além disso, nos últimos dois anos o BI (Business Intelligence) é parte da rotina da empresa. Logo pela manhã, o executivo liga a sua estação de trabalho e os relatórios estão disponíveis para consulta e a partir daí as decisões são tomadas. “As corporações têm necessidades analíticas mais complexas em comparação ao passado. Isso significa uma tendência de redução de relatórios pré-construídos para meia dúzia de diretores”, diz Roberto de Carvalho, diretor de marketing da Business Objects. (veja box)

Entretanto, a IDC Brasil realizou um estudo no início deste ano com 46 empresas no País e constatou que ainda existe muito desenvolvimento interno realizado por profissionais técnicos. Do total das companhias entrevistadas, um quarto desenvolve soluções de BI dentro de casa e o índice de adoção de software de mercado é de apenas 12%.

“Eles desenvolvem relatórios pré-configurados para os usuários. Porém, o que falta é gente de negócio inserida no processo para obter o retorno desejado”, aponta Denis Gaia, analista de BI do instituto de pesquisa.

Para Alessandra Almeida, gerente de Business Intelligence da YKP, a demanda por profissionais OLAP aumentará nos próximos dois anos. Ela acredita que as ferramentas de BI ainda têm um grande potencial de crescimento no Brasil. “Por isso, avalio que essa seja uma profissão em evolução, uma vez que antes as empresas eram organizadas de forma departamental, sem que os sistemas fossem integrados”, diz, quando lembra da necessidade desse profissional acompanhar a evolução das organizações com conhecimento das áreas analíticas (finanças, marketing e suprimentos, entre outras).

Transformação

Enquanto o mercado brasileiro usuário de BI amadurece, é hora de aproveitar e realizar algumas especializações na área de gestão de negócios. Existem cursos de data warehousing nas universidades e, ainda, as body shops que treinam os seus funcionários ao gosto do freguês.

Tanto é assim que atualmente as consultorias especializadas em Business Intelligence denominam o desenvolvedor OLAP como consultor de BI. Para isso não basta somente o conhecimento técnico do analista de sistemas, mas a visão de negócios.

Alessandra Almeida lembra que os cursos acadêmicos de engenharia de informação preparam os alunos para as novas exigências do mercado OLAP com conceitos desenvolvidos sob a ótica de que as informações são o principal ativo das organizações.

Na PUC-RJ, por exemplo, Rubens Nascimento Melo, professor e doutor em Informática do departamento de TI da instituição, diz que o curso de data warehousing mostra a mudança de paradigma e que os profissionais de projetos de banco de dados têm uma formação dirigida aos processos das áreas usuárias de uma companhia. “Esse funcionário reporta-se ao vice-presidente da empresa, onde nascem os projetos de BI, e ele precisa entender a linguagem do setor ”, diz Melo.

Também na FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas) existem cursos dirigidos às áreas dedicadas aos profissionais OLAP como data warehouse e CRM (Customer Relationship Management) analítico. José Luiz Kugler, professor do departamento de informática e métodos quantitativos da FGV EAE-SP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo), observa uma mudança de perfil desse profissional no Brasil, mas não tão acelerada quanto nos Estados Unidos.

Oportunidade

Diante desse cenário, o profissional OLAP tem novas perspectivas de crescimento em sua área. De acordo com a experiência de Kugler, o usuário norte-americano já domina as técnicas de elaboração de relatórios de BI. Já nas organizações brasileiras o cliente ainda depende das competências técnicas de uma empresa contratada ou do funcionário da equipe de TI para elaborar pesquisas analíticas pré-configuradas.

Roberto de Carvalho prevê um futuro promissor caso haja um incremento no currículo do especialista em BI que tenha concluído cursos de especialização em gestão de negócios, o que aumentará a remuneração e a qualidade da atividade. De acordo com a última pesquisa salarial da RH Info, realizada em outubro, o profissional que atua na área de metodologia, modelagem de dados, data warehouse, BI, OLAP e CRM ganha entre R$ 1,7 mil e R$ 4,6 mil.

A extinção da
figura do executor


   
A atividade de geração e consultas de relatórios está com os seus dias contados. Hoje, a formatação das planilhas em OLAP exige um esforço analítico e capacidade de navegação das informações até chegar ao detalhe que o usuário precisa, o que sai do indicador e atinge o fato.
   

Existem áreas críticas de uma companhia, como a de marketing, que demandam de ações emergenciais. A avaliação de Roberto de Carvalho é de que o BI deve caminhar para o conceito de colaboração, onde as informações são distribuídas corretamente. “O profissional de OLAP será obrigado a passar por um processo de transformação e assumir um perfil de negócios”, observa.
   

César Miranda, diretor de marketing da Decision Warehouse, afirma que a maioria dos funcionários especializados em OLAP são analistas com MBA em outras áreas. “Isso facilita muito no momento de discutir com o usuário final sobre as novas formas de mostrar uma informação.”

|Computerworld – Edição 376 – 20/11/2002|

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