Pesquisa feita pela Ernst& Young com 60 diretores financeiros de empresas nas áreas de tecnologia, telecomunicações, mídia e entretenimento aponta uma mudança radical na atuação desses profissionais no ambiente corporativo.
Atire a primeira pedra quem nunca olhou feio para o diretor financeiro da companhia. Afinal, teoricamente esse profissional foi contratado para supervisionar as finanças da corporação – o que inclui ajustar despesas, boicotar projetos desnecessários, entre outras tarefas, digamos, nem sempre bem-vistas pela equipe de trabalho. Esse cenário tende a mudar, segundo estudo da Ernest & Young.
Batizada de Business Redefined: Generating Results, a análise aponta uma mudança radical na atuação desses profissionais no ambiente corporativo, que passarão a atuar como “salvadores da pátria” no atual momento de crise.
“O lema do momento é: o dinheiro manda”, disse Pedro Farah, sócio da empresa de consultoria e um dos coordenadores da pesquisa. E, por conta disso, os diretores financeiros serão peça-fundamental nas corporações que pretendem dar a volta por cima no conturbado ambiente econômico. “Esse profissional está ressurgindo como um impulsor fundamental das mudanças na organização como um todo”, informou Farah.
Essa transformação está em parte ligada a uma crescente cobrança por parte dos investidores por resultados mais eficientes das companhias.
“Com a abundância de investimentos em empresas de telecomunicações, Internet e mídia três anos atrás, a maior parte das empresas acabou flexibilizando os critérios de projetos, ignorando princípios básicos, como o de que o crescimento de receita segue a defasagem entre invenção e implementação de um produto ou serviço”, explicou o consultor.
Na prática, os investidores previram uma expectativa de recuperação em relação à alocação de capital de risco que não aconteceu – e o resultado disso foi uma crise ferrenha nas companhias, que buscam a todo o custo reduzir suas despesas para sobreviver. Por essa razão, de acordo com o estudo, os diretores financeiros passarão a realizar análises com um rigor nunca visto antes.
A análise aponta ainda dois fatores principais que estão redefinindo o papel desses executivos. O primeiro deles é a migração de análise do retorno direto sobre o investimento (ROI) para a gestão de “valor de cliente”. Ou seja, relacionar o retorno sobre o investimento ao valor que está sendo criado para os segmentos de clientes considerados importantes para a companhia.
O segundo é aprender a lidar com as incertezas, mantendo opções abertas e sendo flexível. “Isso é muito difícil para esses executivos, principalmente porque fluidez e flexibilidade não são características de um diretor financeiro tradicional”, comentou Farah.
Para realização da pesquisa, a Ernst & Young entrevistou 60 diretores financeiros e alto executivos de todo o mundo.
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