Empresa que tem travado uma guerra pelos direitos autorais do sistema Unix, do qual afirma ser proprietária, reabre seu escritório no Brasil.
O SCO Group, empresa que se diz proprietária de diversas patentes do sistema operacional Unix, decidiu reabrir seu escritório no Brasil. A empresa, que tem travado brigas na Justiça contra grandes fornecedores como a IBM, declara que o objetivo da nova unidade será conquistar mercados com lançamento de produtos, desenvolvimento de canais, entre outras iniciativas.
As novidades prometidas são produtos de gerenciamento de e-mail e colaboração, ações de atendimento e suporte de sua atual base instalada no País, composta por aproximadamente 3 mil clientes.
A empresa fará uma série de anúncios na próxima semana. Durante encontro com a imprensa, divulgará seus planos para o desenvolvimento do canal de distribuição e formação de equipe de executivos para cuidar dos negócios da companhia no Brasil.
O encontro contará com a presença do vice-presidente Alan Raymond, do diretor de operações para a América Latina, Daniel Amato, e do diretor para o Brasil, José Alberto Alves.
A SCO encerrou o segundo trimestre de 2004 com receitas de US$ 10,1 milhões, queda de 53% frente aos US$ 21,4 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Conforme informações divulgadas pela companhia em junho, a redução nos ganhos foi causada principalmente pela queda de 99% na receita com o licenciamento do sistema Unix – US$ 11 mil neste trimestre frente a US$ 8,25 milhões no mesmo período do ano passado.
O prejuízo líquido para a companhia foi de US$ 9,4 milhões, comparados a um lucro líquido de US$ 4,9 milhões no 2º trimestre de 2003. As perdas por ação foram de US$ 1,06 no trimestre, comparadas a ganhos de US$ 0,33 no ano passado. Darl McBride, presidente e Chief Executive Officer (CEO) da SCO, afirmou que a queda nas receitas estava prevista pela companhia.
A companhia está envolvida numa disputa judicial com a IBM sobre os direitos autorais do Linux. A companhia alega que a big blue usou códigos de sua propriedade no sistema operacional e cobra dos usuários que estejam usando o software, que tem seu código aberto e é considerado gratuito.