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Segunda-feira “ negra“ na economia mundial

A economia tremeu nessa segunda-feira, 12. Nasdaq e Dow Jones apresentaram quedas históricas. O fantasma da recessão na economia norte-americana cresce em todos os setores. Aqui no Brasil, o dólar disparou e a incerteza dominou os negócios. O lado positivo foi a promessa de investimentos de R$ 6 bilhões na área de telecomunicações.

Publicado: 06/03/2026 às 11:12
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Segunda-feira “ negra“ na economia mundial
Construção civil — Foto: Reprodução

A economia mundial viveu uma segunda-feira, 12, considerada "negra". Os índices da Nasdaq e do Dow Jones obtiveram quedas históricas. A Nasdaq, por exemplo, rompeu a barreira da queda dos 2.000 pontos, ao atingir uma queda de 6,30%.

Esse tombo, aliado ao fantasma cada vez mais presente da recessão da economia norte-americana, derrubaram um baluarte da velha economia: o índice Dow Jones, que fechou o dia com uma queda de 4,09%. Aqui no Brasil, como não poderia deixar de ser, o dólar disparou — fechando a R$ 2,062 e a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em baixa de 3,7%.

De acordo com Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável do BankBoston Asset Management, a queda do Dow Jones é o momento mais crítico da crise. "A queda da Nasdaq, apesar de preocupante, era e é esperada, em função do momento da bolha internet e das empresas de tecnologia.Mas, a queda da velha economia preocupa. A recessão norte-americana, se vier, terá impactos em qualquer outra economia,e claro, na nossa também", avaliou.

Um fator positivo para o mercado brasileiro foi o pagamento, nesta segunda-feira, de cerca de R$ 2 bilhões aos cofres públicos pelas operadoras Telemar e Telecom Itália, como pagamento das licenças das banda D do SMP.

De acordo com Ziegelmann, o pagamento já era esperado, mas como foi efetuado, traz um certo alívio as contas do Governo. Segundo ainda o analista, os investimentos de tecnologia e telecomunicações no Brasil não devem, ainda, ser afetados.

No entanto, caso se confirme a previsão de recessão, de acordo com Ziegelmann, não há como evitar: os recursos das grandes empresas norte-americanas irão deixar de vir para o Brasil. "Será inevitável esse refluxo de aporte", finaliza.

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