Executivos da fabricante de impressoras afirmam que a operação brasileira dobrou o volume de equipamentos comercializados localmente de 1999 para 2000. No ano passado, a companhia faturou US$ 3,8 bilhões globalmente, superando em 10% os resultados fiscais de 1999.
Em 2000, a fabricante de impressoras e suprimentos Lexmark International Inc. registrou um faturamento global de US$ 3,8 bilhões, ou 10% em relação aos US$ 3,4 bilhões faturados em 1999, incluindo a desvalorização cambial.
No quarto trimestre de 2000, correspondente aos meses de outubro a dezembro, a companhia atingiu um faturamento de US$ 1,09 bilhão, ou 9% superior ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com os executivos da empresa, a participação da América Latina para os negócios da empresa fica entre 6% e 7%, sendo o Brasil o maior contribuinte com 35% de participação nos resultados da região.
"Quase dobramos o volume de impressoras comercializadas no Brasil onde o faturamento foi 30% a 35% superior em relação a 1999", informou Roberto Torok, presidente e gerente geral da Lexmark para a América Latina, durante uma coletiva realizada pela empresa em São Paulo, nesta sexta-feira, dia 16, para divulgar os resultados financeiros de 2000, bem como suas estratégias para este ano.
A localização de parcerias com fabricantes como Dell e Compaq, além do acordo já firmado, no final do ano passado, com a Itautec para incluir as impressoras Lexmark em pacotes promocionais de PCs, segundo Leonel Costa, novo gerente geral da subsidiária brasileira, é uma das estratégias da Lexmark para 2001.
"Somos um dos fabricantes escolhidos para oferecer impressoras a preços populares para os PCs financiados pela Caixa Econômica federal em conjunto com a Globo.com", destaca Costa.
Ampliar o foco dos cerca de 1.000 canais de vendas junto às pequenas e médias, empresas também é uma das tarefas do gerente geral, no Brasil. Para tanto, no início do ano, a Lexmark Brasil dividiu as diretorias de suprimentos e canais, passando a contar com Américo Ribeiro Neto, como "Director Open Market", ou o executivo responsável pelos canais da empresa.
Para expandir sua presença regional, a Lexmark começou o ano novo com dois novos escritórios regionais, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, que somam-se às operações de Brasília, Rio de Janeiro, além da central em São Paulo.
Com uma base de cerca de 600 mil usuários, no país, a Lexmark mantém a infra-estrutura de fabricação local terceirizada, segundo Torok, por dois parceiros em Belo Horizonte Geibel para impressoras laser monocromáticas e, em Belém Marcus Marcelino para a produção de modelos jato de tinta.