Carrier decide trocar as conexões via satélite por links de fibra óptica na conexão internacional da Internet. Mudança é para evitar a latência no tempo de resposta da transmissão dos pacotes. Desde o final de novembro, a capacidade do backbone internacional da carrier superou a barreira dos 2 Gpbs.
A Embratel decidiu trocar as conexões via satélite por links de fibra óptica na conexão internacional da Internet. Mudança, explica o gerente geral da Unidade Internet da carrier, Aloísio Xavier, é para evitar a latência no tempo de resposta da transmissão dos pacotes.
"Com os satélites geoestacionários(distantes da terra a 36 mil Kms), há uma latência de 0,5 milissegundos. Com a fibra óptica, eliminamos essa perda. Com isso, garantimos ainda mais os níveis de SLA(Service Level Agreement)", detalha.
Desde o final de novembro, a capacidade do backbone internacional da carrier superou a barreira dos 2 Gpbs. A fibra óptica, complementa Xavier, é adquirida do consórcio Americas I, no qual a Embratel tem participação acionária, e da WorldCom, controladora da carrier.
No total, a Embratel possui, agora, 17 circuitos internacionais. Eles são os responsáveis pela conexão dos clientes da carrier com a Europa, Mercosul e América do Norte.
"Essa ativação de quatro circuitos, que substituem o satélite, nos dá a garantia de estarmos dobrando em relação a capacidade internacional de todos os nossos competidores no Brasil. Reunidos não possuem 1Gps de conectividade internacional", alfineta Xavier.
De acordo com o executivo, o tráfego internacional, que no início da Internet predominava, hoje, está equiparado ao nacional. "Antes não existiam provedores de conteúdo com qualidade no Brasil. Agora, eles estão no ar. Então, a procura por sites internacionais diminui", observa o executivo da Embratel.