O portal de B2B do grupo Belgo Mineiro reforça a busca de novos clientes, que hoje são constituídos por nove empresas do grupo. O diretor responsável pelo portal, Guilherme Cabral, explica que o portal não é apenas um site do setor siderúrgico e que a maioria das companhias do país, por mais que queiram usar o meio eletrônico, ainda precisam mudar a cultura de gestão do negócio.
O Superbuy, portal de B2B (business-to-business) do Grupo Belgo Mineiro, está se empenhando em conseguir ampliar sua base de clientes, hoje restrita às nove empresas do grupo.
Desde o começo, o objetivo do portal era de ser um canal de compra e venda de produtos entre empresas não apenas do Grupo Belgo Mineiro. Mas é uma grande negociação, mostrando que não somos restritos ao setor de siderurgia, diz o diretor responsável pelo portal, Guilherme Cabral.
Em cinco meses de existência, o portal elevou suas transações de 200 mil reais em abril para 6 milhões de reais agora em agosto. Isso, apenas com as empresas do próprio grupo e 7.600 fornecedores.
As barreiras, no entanto, são grandes. Para ele, a maioria das companhias brasileiras pode até estar interessada em realizar compra de insumos e material de escritório pela internet, mas não se prepara para a mudança cultural e de gestão do empreendimento, atrasando projetos de automatização.
Os empresários querem a migração, mas quando começam a realizar seus planos descobrem que é muito mais complicado do que parece. Em questão de dias conseguimos um fornecedor, mas obter um comprador é uma questão de meses, desabafa o executivo.
Desde abril, já foram realizadas um total de 33.886 operações que somaram 12 milhões de reais. O portal cobra até 2,5% sobre cada transação, dependendo do volume negociado e do preço do produto. Outra fonte de renda é a taxa mensal de manutenção de 150 reais.
Já estamos fechando nossas contas e temos tempo para negociar o pagamento da infra-estrutura, o custo mais pesado para a montagem da empresa, afirma Cabral.