A operadora de telefonia fixa lançou neste domingo (07/03), o plano "Cinco minutos por um real" no qual as ligações de longa distância nacional partindo de telefones fixos da região II para qualquer lugar do país, em qualquer horário, têm o mesmo preço. Meta é faturar R$ 500 milhões com o serviço até 2006.
A GVT anunciou neste domingo (07/03), sua nova estratégia para aumentar a participação da empresa no mercado de longa distância nacional, estimado anualmente em R$ 10 bilhões. A operadora lançou neste fim de semana o plano Cinco minutos por um real, na região II (Distrito Federal e os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Acre Rondônia e Tocantins). O conceito é a tarifação por chamada, entre dois telefones fixos, em qualquer horário. A cobrança do serviço é feita na conta da concessionária local.
De acordo com Amos Genish, presidente da GVT, foram investidos R$ 15 milhões na iniciativa. Finalizamos o co-billing com a Brasil Telecom em janeiro deste ano e testamos por dois meses antes de lançarmos o serviço em nossa região. Já com a Telemar e a Telefônica, se tudo correr como previsto, o co-billing ficará pronto entre maio e junho. Assim, poderemos oferecer o serviço em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte no segundo semestre, detalha o executivo.
A meta da GVT é faturar R$ 500 milhões com o serviço até 2006. Se o objetivo for alcançado, 25% das receitas da empresa virão da oferta de longa distância, já que a operadora prevê receitas de R$ 2 bilhões em 2006, o que representa quase quatro vezes a receita obtida em 2003, de R$ 600 milhões.
Atualmente 75% das receitas da GVT vêm da oferta de telefonia local, 10% dos serviços de dados, 10% dos serviços de longa distância para o mercado corporativo, enquanto os 5% restantes ficam por conta das receitas obtidas com interconexão. A estratégia da operadora é mudar essa proporção nos próximos dois anos, começando em sua região e conquistando mercado nas outras duas gradualmente.
Assim, até 2006, a GVT também quer obter 10% de participação no mercado de longa distância nos outros estados do país, divididos nas regiões I e III, que hoje são responsáveis por 35 bilhões de minutos dos 50 bilhões de minutos movimentados neste mercado atualmente. Nossas margens serão menores do que as da telefonia local, mas acreditamos que o volume compensará, afirma Genish.
Para o presidente da operadora, as concorrentes diretas desse serviço além das concessionárias locais em cada região, a Intelig e a Embratel não devem disparar uma guerra de preços como retaliação à iniciativa da GVT. Elas não vão querer baixar os preços e canibalizar os serviços, pelo menos não no primeiro ano. A Brasil Telecom, por exemplo, já fatura cerca de R$ 2 bilhões com longa distância e dificilmente vai querer abrir mão dessa fatia, deduz o executivo.
Os próximos passos da GVT são a oferta de longa distância internacional (DDI) até o fim deste ano, baseada no mesmo conceito de cobrança por chamada. Essa não é uma promoção da GVT, é nosso plano básico. A idéia é simplificar a vida do cliente, que fica perdido no meio de tantas tarifas e planos alternativos. Se ele falar até cinco minutos, paga R$ 1 mais impostos, em qualquer horário, para qualquer lugar do país, sem qualquer plano de inscrição ou assinatura, só precisando usar o código da GVT, conclui RodrigoDienstmann, vice-presidente da operadora.
Ana Paula viajou a Florianópolis (SC) a convite da GVT