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segurança

Abin quer formar time de hackers no Brasil

Com o HackerTeen, a Agência Brasileira de Inteligência pensa em criar uma corrente de rastreamento da web.

Publicado: 22/03/2026 às 01:49
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Abin quer formar time de hackers no Brasil
Construção civil — Foto: Reprodução

Formar um time de hackers brasileiros para combater os crimes na internet é uma das idéias de Mauro Marcelo Silva, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que atua no País junto ao Federal Bureau of Investigation (FBI).


A idéia foi sugerida nesta sexta-feira (05/11) durante a apresentação do HackerTeen, um projeto de ensino da empresa de treinamentos em software livre 4Linux, para transformar jovens de 12 a 17 anos, interessados em computadores, em profissionais de segurança da computação com base em sistemas de código-fonte aberto. 


“Podemos criar uma corrente de hackers do Brasil fazendo um trabalho multiplicador de rastreamento da internet brasileira, centralizado em Brasília”, sugeriu o ex-delegado, que completou 100 dias de administração na Abin e foi um dos pioneiros no combate aos crimes digitais no País, no final de 1994.


Com o HackerTeen, a agência estuda a oferta de bolsas para a formação de jovens profissionais pelo programa bem como a seleção dos formados para contratação no grupo de tecnologia da Abin.


“Minha experiência empírica até 2002 mostrou que cerca de 80% dos crimes na internet são traquinagens (…). Essa mistura de testosterona e bytes é explosiva”, avalia o diretor geral da Abin.


Segundo Silva, as “tranquinagens” digitais não causam tanta preocupação à polícia federal. No entanto, o uso de números falsos de cartões e a captação de hackers por quadrilhas especializadas em golpes financeiros estão na mira da Abin. “A internet veio para melhorar a qualidade de vida do cidadão, mas criou problemas para as próximas décadas”, avalia.


No trabalho de rastreamento da grande rede, entretanto, o combate aos crimes digitais mais graves, depende da colaboração dos provedores de acesso à internet, explica Silva. “É um ponto baselar que, para acessar a internet, é preciso ter um provedor e que não existem provedores piratas.(…) Se os provedores colaborassem, o processo seria mais rápido.”

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