Executivos do provedor de acesso gratuito reúnem-se, neste momento, para fechar a negociação de venda de sua base de 280 mil assinantes do acesso gratuito à Internet, concentrando-se no acesso pago em banda larga.
Esta semana, os cerca de 280 mil internautas correm o risco de perder mais uma das poucas opções de acesso gratuito à Internet no mercado brasileiro. Nesta quarta-feira, dia 7, a base de assinantes do provedor mineiro BRFree é negociada para outro provedor, cujo nome ainda não foi confirmado pela empresa.
Resta saber se, confirmados os rumores que circulam pela Web, mencionando Universo Online e iG como potenciais compradores da base, o futuro deste acesso será pago ou não. A assessoria de imprensa do BRFree confirma as negociações, mas o destino da base, segundo o provedor ainda não pode ser revelado.
Com a negociação, o provedor mineiro que iniciou suas operações com o acesso grátis, em janeiro de 2000, no país, deve seguir por outras bandas, especialmente no acesso via ISDN (Integrated Services Digital Network) "VipBR", ofertado para assinantes de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, a partir de novembro de 2000, em parceria com a Telemar. O acesso rápido pela tecnologia ADSL (Assymetric Digital Subscriber Line) também está a caminho.
Exatamente um mês antes de lançar o acesso pago em banda larga, o diretor da BRFree, Leonardo Leonel, procurava garantir que as portas do acesso grátis continuariam abertas.
"É muito cedo para o iG afirmar que está sozinho no mercado da Internet Gratuita. Há provedores com planos de negócios definidos, como nós, que não vamos desistir", declarou o executivo ao COMPUTERWORLD, em outubro do ano passado.
Ao lado de provedores como o iG e Tutopia, além do acesso ofertado por bancos, o BRFree que tem como principal acionista os controladores da tradicional rede de supermercados Mineirão, em Belo Horizonte é um dos poucos ISPs que restaram no mercado, desde o início da Internet gratuita, no país.