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Setor papeleiro

Raio-X

Publicado: 08/03/2026 às 07:59
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8 minutos
Setor papeleiro
Construção civil — Foto: Reprodução


Dados da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel) revelam que as perspectivas de investimentos no setor entre 2000/2005 são de US$ 6,6 bilhões. Embutido no valor, as indústrias do segmento consolidaram – depois de um ano – o lançamento de um marketplace através do portal Pakprint.


Três por quatro

John Freshel

  • diretor-presidente da Pakprint
  • Atuou como CEO (Chief Executive Officer) do portal Agro Um
  • Formação na área comercial e logística, com mestrados na Ohio States University e pela Harvard Business School
  • 15 anos na área de exportação comercial na Ceval Alimentos
  • Se a Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel) prevê um investimento da ordem de US$ 6,6 bilhões para o período 2000/2005 – destinados a expandir a área florestal e ampliar e modernizar a capacidade produtiva da indústria do papel – é fato que parte desse valor envolve os esforços em Tecnologia da Informação como aliada na expansão do potencial do setor.

    Pouco mais de um ano depois de os fabricantes de papel e celulose anunciarem a criação de um portal vertical, em julho de 2000, a constituição da Pakprint concretizou-se em outubro passado. Participam da iniciativa companhias como Klabin S/A, Companhia Suzano de Papel e Celulose, Votorantin Celulose e Papel (VCP), International Paper e Ripasa, gigantes do setor com divisão igualitária nas ações da nova empresa.

    Como todos os sócios possuem capital aberto, John Freshel, diretor-presidente do Pakprint, não divulgou o investimento para o projeto, que contou com a consultoria do Boston Consulting Group para fazer o estudo de viabilidade econômica, iniciado em dezembro de 2000 e finalizado em julho de 2001, do qual participaram 12 profissionais.

    “A análise envolveu qual seria o nosso foco; definição da plataforma tecnológica; infra-estrutura de pessoal e instalações; e período de implantação”, conta o executivo. Diferente das iniciativas de e-procurement, o portal tem como objetivo estreitar o relacionamento com vendedores e distribuidores, bem como toda a comunidade (universidades florestais, fornecedores e usuários de papel artístico).

    Ao mesmo tempo, como justificativa à pesquisa realizada pela Deloitte Consulting – com 60 empresas nacionais e multinacionais instaladas no Brasil, sobre as tendências, desafios e melhores práticas do e-procurement no País – a Klabin (responsável por um volume de compras de aproximadamente R$ 820 milhões) é uma das companhias do setor que escolheu 18 itens de materiais não estratégicos, cuja aquisição será negociada por meio da Internet.

    Ricardo Furquim, executivo de e-business da companhia, espera obter um ganho de 5%. “O projeto começou na planta de Jundiaí (SP) como piloto e adotamos a ferramenta SBP (SAP) para a implantação no GES (Gerenciamento Estratégico de Suprimentos), para depois fazermos um roll out nas 28 plantas ao longo de 2002”, explica.
    Isso prova que dentro do universo pesquisado pela consultoria, o setor papeleiro faz parte dos 14% das indústrias de manufatura com iniciativas de compras pela Web.

    Desdobramento

    Para aderir ao portal vertical, cada um dos acionistas teve que evoluir suas ações de e-business para ganhar conectividade entre a indústria e clientes e a integração necessária para manter o relacionamento com a comunidade. “Durante a avaliação, escolhemos a plataforma da Oracle, uma vez que o objetivo era adotar uma tecnologia que garantisse economia de escala e meios para conexão entre os ERPs (Enterprise Resource Planning)”, conta Freshel.

    A Companhia Suzano de Papel e Celulose, segundo Paulo Sérgio Nogueira Nascimento, CIO da companhia, dedicou, ao longo de 2001, US$ 1,5 milhão à Internet (entre consultoria e infra-estrutura de TI). Já a VCP antecipou a sua entrada no mundo do comércio eletrônico em meados de 2000. A AT Kearney, consultoria do grupo EDS, desenvolveu o projeto.

    Segundo Alberto Germano, gerente de e-business da Votorantin Celulose e Papel, o primeiro passo foi valorizar a marca da corporação na Web por meio do portal institucional e o relacionamento com toda a cadeia produtiva (fornecedores, clientes e funcionários).

    “Hoje, 26% dos acessos ao portal são de investidores e 25% de clientes, com mais de 100 conectados. Até o final do ano esperamos atingir os 250, de um total de três mil, que realizam transações através da extranet desenvolvida pela equipe de TI, como a consulta de carteira de pedidos e histórico de contas”, ilustra Germano quando comenta que a estratégia só funcionou porque a base para o sucesso foi ouvir os seus compradores.

    A VCP utilizou ferramentas da Microsoft, sendo que os dados operacionais e transacionais são originados do SAP R/3 4.6c. A companhia está desenvolvendo um piloto para a sua cadeia de distribuição com o mySAP.com e ainda estuda o uso da solução para outras aplicações em outras áreas de negócios.

    Novos paradigmas

    Há pelo menos seis anos, a indústria do papel e celulose amadurece os primeiros passos no mundo online. Durante essa trajetória, os grandes players praticamente caminharam juntos com o lançamento de seus portais institucionais, catálogos na Internet, até chegar no e-business e, mais recentemente, no marketplace do setor.
    A exemplo disso, a Ripasa, que há quatro anos lançou a sua primeira iniciativa no caminho sem volta da Internet, acaba de reestruturar sua área de conteúdo, além de mudar de endereço. O servidor IBM saiu do Largo São Bento para a Rua Clodomiro Amazonas (São Paulo).

    Outra iniciativa é o RipasaNet – site B2B, no ar desde novembro de 1999, destinado aos clientes e representantes de vendas espalhados pelo País, com o objetivo de que eles possam acompanhar pela Internet o status do pedido, embarque, desembarque – que já apresenta os resultados positivos para a empresa.

    “Nosso portal – com 75% de utilização para prestação de serviços da situação de compra/venda e 25% em colocação de cotações e recebimento de pedidos – tende a complementar a participação no Pakprint, uma vez que a empresa de e-business tem o intuito de promover a colaboração entre os concorrentes e, portanto, o cliente decide onde comprar”, afirma Osvaldo Amaro Narvas, gerente de TI da companhia.

    Hoje, essas corporações sabem que a prestação de serviços e o relacionamento com o cliente são os grandes diferenciais para a competitividade. A International Paper – que adquiriu a Champion no início de 2000 e passou a ser uma corporação de US$ 30 bilhões em vendas nos segmentos de embalagem, florestais e distribuição de papel, com cerca de 110 mil funcionários pelo mundo – desenhou o seu primeiro projeto de Web há cinco anos.

    “Creio que todo o mercado esteja preocupado com a oferta do status de pedido, saldo, dados da nota fiscal pela Internet e os próximos passos serão investir no e-CRM (Customer RelationShip Management)”, avalia Ronaldo Furigo, gerente de informática da corporação, quando comenta sobre os ganhos do B2B.

    Shopping Center

    O portal foi criado com o objetivo de proporcionar um ambiente colaborativo entre a indústria, clientes e toda a comunidade do setor. A meta é transformá-lo num ‘shopping center’ com o uso de ferramentas capazes de criar conectividade entre indústria e clientes.

    Esse é um dos objetivos que marcam a entrada dos acionistas, clientes, fornecedores, distribuidores e toda a sua cadeia de relacionamento no projeto. Proporcionar as transações com o uso do browser ou de forma integrada com os ERPs (Enterprise Resource Plannings) das empresas também são os outros focos do portal.

    O processo de comunicação entre o portal e o backoffice das companhias começou no início de novembro, com a consultoria da PricewaterhouseCoopers, e até meados de fevereiro de 2002 as corporações acionistas estarão integradas. “Tanto compradores como vendedores acompanharão o andamento do processo de venda online”, afirma John Freshel, diretor-presidente do Pakprint.

    A onda inicial do projeto, como define o executivo, é criar as primeiras lojas virtuais com os sócios da companhia. “A meta é conquistar cerca de mil empresas realizando negócios por meio do portal (gráficas, fornecedores, distribuidores etc.).

    Segundo Freshel, foram avaliados 18 fornecedores para a escolha da plataforma, concorrência vencida pela Oracle em outubro. “A idéia era obter uma suíte completa com vários aplicativos para interligar o gerenciamento de conteúdo e a construção das lojas.”

    O executivo destaca que a empresa escolhida ofereceu escalabilidade, uma vez que pode-se construir novas aplicações sem perder a infra-estrutura básica. Para as transações, o padrão adotado será o Papnet – protocolo de comunicação internacionalmente aceito pelo setor para a troca de documentos – que será traduzido em XML (Extensible Markup Language).

    Toda a infra-estrutura funciona em hosting dedicado na Dedalus.com – responsável pela conexão dos links de comunicação com as corporações. Freshel afirma que a proposta para a escolha do data center era proporcionar segurança e confiabilidade, uma vez que a intenção é, num segundo momento, todos os participantes integrarem-se no binômio backoffice/portal.

    Numa próxima fase, durante um período de cinco anos, quando as empresas já estiverem com os seus sistemas de compras online maturados, “uma das intenções é de proporcionar, ainda, o e-procurement. Não entramos nesse tipo de transação porque o ideal é primeiro entrar no ritmo de colaboração entre o setor”, finaliza Freshel.

    Pakprint
    Servidores: Sun em hosting dedicado na Dedalus.com
    Banco de dados: Oracle XE
    Linguagem de desenvolvimento: Java
    Protocolos: PapNet traduzido para XML

    |Computerworld – Edição 354 – 21/11/2001|

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