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BrTelecom cria comitê para integrar RH e TI

Operadora optou pela criação de um comitê de recursos humanos para fazer a ponte como o departamento de TI. A iniciativa melhorou as práticas de RH e azeitou o fluxo de trabalho.

Publicado: 21/03/2026 às 19:13
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BrTelecom cria comitê para integrar RH e TI
Construção civil — Foto: Reprodução

Ricardo Cesar

Fruto da privatização do antigo sistema Telebrás, em 1998, a Brasil Telecom surgiu reunindo as operações de telefonia de dez Estados que até então possuíam administrações independentes. No processo de seleção do ERP que se seguiu para substituir os múltiplos sistemas legados e promover a integração da companhia, a SAP venceu a concorrência e tornou-se padrão em todo o grupo. Só houve uma exceção: a área de recursos humanos.

Os profissionais desse departamento, que constituía uma das frentes do grande projeto de ERP, realizaram uma análise de aderência das soluções de TI disponíveis e optaram pela ferramenta de RH da PeopleSoft. O gerente de planejamento de recursos humanos e comunicação, Hélcio Tessaro, conta que pesou na decisão o fato de o sistema da PeopleSoft ser compatível com a web, o que permitiu fazer um contrato contemplando múltiplos usuários que podem utilizar o sistema paralelamente, em vez de adquirir diversas licença.

Escolhido o fornecedor, a Brasil Telecom preocupou-se em unificar as ferramentas de RH para todo o grupo. Uma tarefa difícil, mas que foi concluída em sete meses sem maiores problemas. Como? O segredo foi a estrutura organizacional e os processos de trabalho instituídos pela operadora. A companhia criou o e-RH, um comitê composto por alguns profissionais de recursos humanos que tinham maior compreensão de TI e pelo consultor de RH Jefferson de Oliveira Silva, que veio da Volkswagen para integrar o grupo.

O objetivo do e-RH é fazer a ponte entre o departamento de TI e a área de RH de Tessaro, que participou ativamente do processo e, na posição de representante dos usuários, ajudou e definir o escopo do projeto. “Trabalhávamos juntos para definir o que o projeto precisava contemplar e para propor soluções”, conta. Silva, por sua vez, reunia-se também com a área de TI para passar as demandas dos usuários e ver o que era possível executar dentro do prazo e orçamento previstos.


e-RH ganha corpo

No início de 2002, quando o sistema foi ao ar, a equipe do e-RH foi desfeita. Apenas Silva permaneceu na função, ficando responsável por cuidar das pendências da iniciativa da PeopleSoft e da gestão das novas necessidades de sistemas de informação em RH. “Continuei como uma ponte e como um tradutor da área de recursos humanos para a equipe de TI”, conta.

Pode parece muito trabalho para um único profissional – e era mesmo. Afinal, o setor de RH da Brasil Telecom conta com 105 pessoas em todo o País. Para viabilizar o processo, foi solicitado que cada gerência de RH tivesse um ponto focal de contato com o e-RH. É o que a operadora chamou de “usuário-chave”, um profissional de recursos humanos que faz a interlocução com Silva.

Hoje há dez usuários-chave, divididos em gerências como, por exemplo, as de recrutamento e seleção, educação corporativa, administração de pessoal e remuneração. Na outra ponta, foi destacada, dentro da equipe de TI, uma pessoa para centralizar as conversas com o e-RH. Dependendo do tipo de demanda, essa pessoa destaca os profissionais de informática adequados para atender à solicitação.
Com isso, os usuários do RH que têm dúvidas e sugestões procuram o usuário-chave, que já filtra a demanda e passa o que é importante para o e-RH; este, por sua vez, estabelece mais um filtro e passa para a área de TI, na linguagem correta, as solicitações e sugestões mais pertinentes. “O fluxo de demanda foi organizado e conseguimos qualidade na informação que é passada de um departamento para o outro”, explica Silva, que, para cumprir suas funções, conta com sete anos de experiência prática em projetos que envolvem a área de TI e no ano passado concluiu um MBA em administração estratégica em sistemas da informação na FGV.
No início houve resistência, mas o e-RH rapidamente ganhou ampla aceitação da Brasil Telecom. “Algumas pessoas que estavam resistentes, quando perceberam a quantidade de dor de cabeça que tiramos deles ao fazer a interface com TI, hoje reconhecem a importância da área de e-RH”, diz Tessaro. “Para TI também foi bom. Antes muitos usuários que não entendiam nada de informática discutiam com a área de tecnologia. Agora o e-RH filtra isso.”

O sucesso desse procedimento fez com que em 2004 o e-RH ganhasse duas pessoas para trabalhar permanentemente com Silva, respondendo diretamente a Tessaro e melhorando ainda mais a comunicação entre as unidades. Era necessário: atualmente estão em análise nada menos do que 35 projetos de RH que envolvem TI, envolvendo desde infra-estrutura, melhorias e compras de novas soluções. “O e-RH conquistou um espaço na organização que não era ocupado por ninguém e que em muitas empresas é uma lacuna”, diz Tassaro. “As ferramentas de TI são importante, mas o sucesso vem dos processos envolvendo as pessoas”, resume.


Reconhecimento fora de casa


O projeto de e-RH da Brasil Telecom não conquistou apenas reconhecimento interno, ele foi além das paredes da empresa. A operadora venceu o Prêmio Ser Humano “Oswaldo Checchia” 2003, na categoria Tecnologia Aplicada a RH. O prêmio, concedido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), reconhece as empresas que se destacam no uso de soluções tecnológicas para gestão de pessoas, contribuindo para o crescimento profissional, produtividade e melhoria da qualidade de vida de seus colaboradores. O prêmio será entregue durante o Congresso Nacional de RH na modalidade de “TI aplicada a RH”, no dia 17 de agosto.

|Computerworld – Edição 414 – 04/08/2004|

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