Repórter sem Fronteiras protesta por ações tomadas pela China na última semana, que bloquearam totalmente serviços do Google.
A filtragem de fontes online de notícias internacionais na China atingiu seu ápice na última semana, quando o Governo chinês bloqueou totalmente o buscador Google e começou a restringir o acesso a alguns de seus serviços, como o Gmail e o News, segundo comunicado da organização Repórteres sem Fronteiras (RSF).
Segundo o anúncio divulgado pela organização nesta terça-feira (06/06), usuários de grandes cidades chinesas têm experimentado dificuldades em acessar serviços do Google sem censura na última semana.
A dificuldade de acesso aos serviços, segundo a RSF, culmina com o bloqueio total do buscador Google em todas as cidades chinesas, atitude classificada como “deplorável” pela organização.
“Era apenas uma questão de tempo até que o Google.com fosse gradualmente sufocado após sua versão censurada ter sido lançada em janeiro. O Google definitivamente entrou para o clube das companhias ocidentais que concordam com a censura na China”, diz o anúncio.
No começo do ano, o Google lançou uma versão local do seu serviço de buscas, chamado de Google.cn, que trazia alterações na filtragem do conteúdo para se ajustar às leis regulatórias impostas pelo Governo chinês.
Os protestos da Repórteres sem Fronteiras acentuam as críticas recebidas pelo buscador na ocasião, quando foi acusado de ser conivente com a censura chinesa.
Com o bloqueio de sua versão original em todo o país, o Google tem no Google.cn o único serviço disponível para usuários chineses sem qualquer ação direta do Governo.
Pouco antes do bloqueio total, o Governo chinês também lançou uma ofensiva para neutralizar softwares que enganavam a censura online. Segundo a organização, cerca de 100 mil usuários chineses que usavam os aplicativos para navegação livre foram atingidos pela ação.