Companhia registrou perdas de 493,1 milhões de reais, frente a 252,7 milhões de reais no segundo trimestre de 2005. Faturamento apresentou queda de 9,8%.
A Vivo Participações encerrou seu segundo trimestre fiscal com prejuízo líquido de 493,1 milhões de reais, perdas 95,1% superiores às registradas no mesmo trimestre de 2005.
Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (21/07), o faturamento recuou 9,8%, atingindo 2,6 bilhões de reais, frente a 2,8 bilhões de reais no segundo período do ano passado. A receita líquida de serviços atingiu 2,18 bilhões de reais, enquanto o faturamento da venda de aparelhos somou 414 milhões de reais.
As mensagens de texto (SMS) representaram 65% da receita de dados, além de ser registrado um crescimento da receita de WAP de 17% na comparação ano a ano. A receita média por usuário atingiu 24,1 reais no período, queda de 15,7% sobre 2005. Contribuíram para a redução, segundo a operadora, as promoções de minutos realizadas no final de março e mantidas durante o segundo trimestre.
O EBITDA da Vivo no período foi de 306,3 milhões de reais, com margem de 11,8%. Na comparação com o ano passado, houve queda de 48,9%, segundo o documento ao mercado. Ao final do período, a Vivo reduziu em 13,3% sua despesa financeira sobre 2005, passando de 246,3 milhões de reais para 213,6 milhões de reais. Segundo a companhia o motivo principal foi a redução da taxa de juros do período e ao efeito da CPMF.
A companhia investiu 335,7 milhões de reais durante os três meses encerrados em junho, 19% menos do que no ano passado. Segundo o balanço, os recursos foram canalizados principalmente aos avanços na consolidação e racionalização dos sistemas de informações, principalmente os de billing, nas plataformas de pré-pago e sistemas de gestão, além de manutenção e expansão da cobertura.
Análise da base
O número de clientes permaneceu praticamente estável na comparação com o ano passado, em 28,5 mil pessoas, mas em relação ao primeiro trimestre apresentou queda de 5,4%. Segundo a Vivo, a queda pode ser justificada pela redução intencional na base de clientes realizada pela companhia, por meio da eliminação dos assinantes que permaneceram inativos por débito ou por fraudes nas linhas.
A Vivo apontou que esses clientes já permaneciam inativos nos meses anteriores, e que não existe efeito negativo para a receita da operadora. A baixa de usuários inativos foi de 1,8 mil clientes. Levando em consideração a base atual, os assinantes dos planos pós-pagos somaram 5,26 mil pessoas, enquanto os de pré-pago, 23,2 mil pessoas.
A participação de mercado estimada pela companhia foi de 40,6%, 6,8 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre do ano passado. O índice mensal de desconexões de assinantes atingiu 4,6% no segundo trimestre, crescimento de 2,9 pontos percentuais frente ao ano passado.
Também nesta sexta-feira, a companhia anunciou que desenvolverá uma nova rede GSM/EDGE em complemento à sua atual tecnologia CDMA/EV-DO. Os investimentos estimados são de 1,08 bilhão de reais.