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Postura do órgão regulador define adoção da convergência

Na opinião do presidente internacional da Convergys, Jean-Hervé Jenn, a agência reguladora de cada país é quem deve promover a concorrência e o ritmo da convergência.

Publicado: 26/03/2026 às 01:57
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Postura do órgão regulador define adoção da convergência
Construção civil — Foto: Reprodução

Apesar de ser usada à exaustão no mercado de telecomunicações, a palavra convergência ainda não se tornou realidade em muitos países, incluindo o Brasil. A exceção fica por conta da oferta de telefone híbrido da Brasil Telecom, que só pode ser adquirida na área de concessão da operadora.

Para entender melhor o mercado local e conversar com outras operadoras que também são seus clientes, mas que ainda não decidiram qual o rumo de convergência a seguir, Jean-Hervé Jenn, presidente internacional da Convergys veio ao Brasil nesta semana.

Na visão do executivo, o ritmo de adoção à convergência acontece em cada país conforme a atuação do órgão regulador. “Na Inglaterra, onde o órgão regulador é bastante agressivo e busca sempre aumentar a concorrência, a convergência já chegou, ao contrário de outros países, que contam com outro estilo de regulamentação”, avalia Jenn.

Mesmo já sendo fornecedor de soluções de billing que permitem a convergência entre serviços e a oferta personalizada de pacotes aos usuários, Jenn admite que muitos de seus clientes, como Vivo e Telefônica, por exemplo, ainda não exploram todos os recursos que as soluções da Convergys oferecem. “O Brasil passa por um momento de crescimento da base, ainda não existe uma preocupação com a personalização. Isso deve aparecer mais tarde, quando a base parar de crescer”, ele diz.

A Brasil Telecom é um dos poucos exemplos de clientes que já estão de olho nessa estratégia. A operadora acabou de fechar um contrato de cinco anos com a Convergys para a oferta do software Infinys que integrará a tarifação de serviços de dados, comunicação fixa, sem fio e internet da concessionária. A formatação da solução ficará por conta dos serviços de consultoria da Convergys, que também fazem parte do pacote assinado entre as empresas. “É assim que podemos ajudá-los a desenhar esse modelo convergente”, garante Jenn.

Outra aposta da empresa, segundo o executivo, é a oferta de consultoria para as companhias de call center no Brasil, visto que a Convergys terceiriza a operação de mais de 65 data centers em todo o mundo. “Acho que no mercado local a solução mais apropriada é a consultoria. Várias empresas estão interessadas, mas ainda não fechamos nenhum contrato”, ele adianta.

A concorrência acirrada na telefonia móvel e as indefinições societárias apresentadas pelo mercado local, que impactam diretamente na oferta de serviços, são na visão do presidente da Convergys, o grande gargalo do setor. “O gargalo não está na tecnologia”, ele garante, acrescentando que não existe solução única e universal, mas um caminho ideal para cada mercado, tipo de usuários e regulamentação vigente. “Nosso papel é ajudar o mercado nessa descoberta, respeitando o ritmo de cada país”, conclui Jenn.

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