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Justiça de SP nega que mandou tirar YouTube do ar

Desembargador diz que mandou bloquear acesso ao vídeo. Perito explica como medida de impedir acesso ao YouTube é possível.

Publicado: 27/03/2026 às 11:01
Leitura
3 minutos
Justiça de SP nega que mandou tirar YouTube do ar
Construção civil — Foto: Reprodução

O
Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio de sua assessoria de
imprensa, está informando que o desembargador Ênio Santarelli Zuliani
não está ordenando a retirada do YouTube do ar, conforme publicou o IDG Now!,
mas sim impedindo o acesso ao vídeo de supostas cenas de sexo da
apresentadora Daniella Cicarelli e o seu namorado Renato Malzoni, em
uma praia na Espanha.

O texto do despacho do desembargador diz
que se deve pedir a “colocação do filtro na solicitação de acesso ou na
entrada da resposta no website americano, de forma a inviabilizar, por
meio completo, o acesso, pelos brasileiros, ao filme do casal”.

“A
interpretação do despacho é dúbia, podendo significar o bloqueio ao
site, que impediria o acesso ao vídeo, ou o bloqueio aos links para o
vídeo no site. Mas o que vale é o esclarecimento do desembargador”,
opina Paulo César Breim, responsável pelo laudo técnico que embasou a
decisão de Zuliani.

Nesta quinta-feira (04/01), o advogado de Daniela Cicarelli e Renato Malzoni, Rubens Decossau Tilkian, em entrevista ao IDG Now!,
confirmou o pedido de bloqueio dos usuários brasileiros ao site como
forma de punir o YouTube pela não retirada do vídeo do ar.

De
acordo com Breim, é tecnicamente possível fazer o bloqueio ao YouTube.
“Basta às empresas que controlam o link internacional colocar no
roteador um filtro para aquele endereço”, declarou ele. Segundo o
perito, poucas empresas no Brasil controlam o link internacional.

De acordo com o Breim, essa medida pode ser feita de imediato e não tem
nenhum custo para as operadoras. Ele explicou que essa prática é usada
em para se prevenir de ataques de negação de serviço (DoS, da sigla em
inglês).

Os ataques de negação de serviço são uma tática usada por hackers para tirar um site do ar.

Mas
o bloqueio específico aos links para o vídeo do casal seira mais
complexo. Com a explicação do desembargador, de que o objetivo é só
quer impedir
o acesso ao vídeo, seria necessário, toda vez que o vídeo fosse
republicado no YouTube, mas em outro endereço, colocar um novo filtro.
“Aí sim pode prejudicar os provedores. Seria necessário um
monitoramento constante”, explica.

Desde
que foi publicado pela primeira vez no YouTube, em setembro de 2006, o
vídeo já foi retirado e republicado várias vezes. Ele pode ser
encontrando também em outros sites internacionais de compartilhamento
de vídeo.

Todas as partes envolvidas, incluindo as operadoras de
telecomunicações que devem ser notificadas para a colocação do filtro,
podem recorrer da decisão.

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