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3GSM: Operadoras avaliam como abraçar a convergência

Usuário exige que operadoras adaptem oferta para incluir vídeos e comunidades. Desafio é integrar cadeia de fornecedores.

Publicado: 28/03/2026 às 12:37
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3GSM: Operadoras avaliam como abraçar a convergência
Construção civil — Foto: Reprodução

Selo_3GSM_01_inícioA convergência dominou os debates desta manhã no 3GSM World Congress. A maior preocupação das operadoras é como abraçar esta oportunidade e atuar em um ambiente de competição e colaboração com os setores de mídia e internet.

Na palestra de abertura, o CEO (Chief Executive Officer) da Vodafone, Arun Sarin, conclamou todos os operadores a emprenderem juntos a trasição de um negócio ate então calcado pela oferta de infra-estrutura e conectividade para o de serviços que vai diretamente de encontro à demanda dos consumidores.

“Não somos mais um operador de telefonia celular. Nossos clientes querem os vídeos do YouTube, as comunidades sociais como o MySpace. Seremos negligentes se nao atendermos às demandas futuras”, disse o CEO da Vodafone, que desde a semana passada anunciou uma serie de acordos envolvendo o YouTube, o eBay, o MySpace e o Google – este último envolvendo os servicos do Google Map.

Ele foi enfático também ao afirmar que a indústria de telecomunicações tem que trabalhar conjuntamente para dar relevância às iniciativas e alcançar escala. Para o executivo, o setor tem que se mover rapidamente para fugir de ameacas de tecnologias como o WiMax. “Temos que trabalhar juntos para alavancar nosso negócio. E temos que ser rápidos e fazer a transição antes que outros players o façam em nosso lugar”.

O CEO da Orange, Sanjiv Ahuja, também reforçou que as operadoras têm que entender o que o o consumidor deseja. Ele observou que a base mundial de celulares é hoje de 2 bilhões de usuários e que já  há 500 milhões de usuários de banda larga móvel.

“É  o consumidor que vai determinar nosso sucesso. A experiência do usuário está mudando, tornando-se mais rica, rápida e diversa. A indústria ainda tem um movimento a fazer nesta direção, tornando as interfaces mais fáceis, oferecendo um preço que faça sentido e entregando novos serviços convergentes”, observou Ahuja.

Por controlar também redes fixas, a Orange defendeu a convergência fixo-móvel e a oferta de conteúdos que se integrem, como serviços de TV, rádio e comunidades como a Pitco, criada pela empresa para compartilhamento de fotos.

Em outro painel que reuniu os CEOs da O2, da British Telecom e da Telecom Áustria, além de representantes da Microsoft e da indústria, a maior discussão foi sobre o modelo ideal de negócios para ser implementado entre as operadoras, a indústria e os provedores de conteúdo e de internet. 

A maior dúvida é: a quem pertence o cliente em um serviço que envolva diferentes players. Para Boris Newsic, CEO da operadora austríaca, o que será fundamental é a força da marca. Ele citou dados de sua operadora em que 40% dos usuários utilizam débito automático e, desses, 90% descartam a conta telefônica sem mesmo abri-la. “Confianca do consumidor é a chave do sucesso”, observou.

Já o representante da Microsof, Michael O’Hara, diretor geral de comunicações, defendeu que as operadoras se encarreguem do transporte, deixando o conteúdo para os provedores. Ele nem mesmo se  intimidou frente aos 2 bilhões de usuários citados pelos operadores. “Só na comunidade do MSN temos 250 Selo_3GSM_02_fimmilhões de participantes. Não somos pequenos”, conclui.

* A jornalista viajou a convite da Nokia

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