Conexões de 1 Mbps representam 22% da base. Há um ano, eram apenas 2%, segundo a pesquisa Barômetro Cisco de Banda Larga.
O número de conexões de banda larga no Brasil cresceu 40,1% em 2006, em relação a 2005, somando 5,7 milhões, com a adição de 1,6 milhão sobre o ano anterior.
As informações fazem parte da 4ª edição do Barômetro Cisco de Banda Larga, anunciada nesta quarta-feira (28/02) e representam cerca de 10% das residências do País, que hoje detém praticamente 58% das 9 milhões de conexões em banda larga da América Latina.
O estudo trimestral realizado pela IDC Brasil mostra que os acessos com velocidades acima de 512 Kbps representam 37% do mercado total até dezembro de 2006 – em dezembro de 2005, a parcela era de 21%.
Os acessos com velocidades superiores a 1 Mbps saltaram de 2% para 22% de dezembro de 2005 a dezembro do ano passado.
Em seis anos (de 2001 a 2006), a banda larga no Brasil registrou 5,3 milhões de novas conexões, crescimento de 1.639%. A competição entre as operadoras de TV a cabo e as de telefonia motivou a oferta de serviços com maiores velocidades e resultou em uma queda de preço média de 8%, especialmente nos planos de velocidades superiores.
Mercado corporativo
No segundo semestre de 2006, o número de acessos de banda larga para o mercado corporativo cresceu 20,8% e o residencial, 20,3%. Usuários residenciais representam 86,6% do total de conexões ativas em dezembro de 2006.
Os serviços dedicados de acesso a internet (IP Dedicado) e outros pacotes voltados ao mercado corporativo somaram 84 mil conexões, um crescimento de 27% de dezembro de 2005 para dezembro de 2006, representando um aumento de 18 mil conexões. A participação do IP Dedicado, entretanto, sofreu uma ligeira queda de 0,16% passando a ter uma perticipação de 1,46% no mercado total de banda larga.
O mercado SoHo (Small Office e Home Office) representou 42,3% do total de usuários de banda larga corporativa no quarto trimestre de 2006. Os segmentos de pequenas e médias empresas tiveram uma participação de 32,5% e 15,5%, respectivamente, enquanto grandes empresas representaram 4,5% da base de usuários corporativos e os setores de educação e governo tiveram uma perticipação de 5,2% na base.
Em termos de tecnologia de acesso, no quarto trimestre de 2006, o acesso em xDSL equivaleu a 78,2% das conexões de banda larga no País. No mesmo período de de 2005, a tecnologia era usada em 81,4% das conexões. Já os esforços das operadoras de TV a cabo rendeu uma alta no uso da tecnologia de acesso a cabo de 14,7% no quarto trimestre de 2005 para 17,8% no último trimestre do ano passado.
Já o acesso via satélite tem se mantido estável com uma média de 0,4% de participação no mercado brasileiro de banda larga. O mesmo comportamento tem sido observado pelas tecnologias FWA, de acesso via rádio, que representam 3,6% das conexões rápidas no País.
Ligeiras mudanças geográficas
Embora a maior concentração de conexões em banda larga ainda esteja na região Sudeste, a pesquisa revela queda de participação nas regiões Sul (de 20,7% para 19,4%), Nordeste (de 9,6% para 8,9%) e no Estado de São Paulo (43,1% para 39,3%).
Entre o quarto trimestre de 2005 e o o mesmo período de 2006, a região Norte apresentou uma elevação de 1% no número de conexões rápidas – de 4,7% para 5,7% do total de conexões do País. A região Centro-Oeste apresentou um ligeiro crescimento em participação no número de conexões, no último trimestre – de 4,9% para 5,2%.
O Sudeste continua dominando a base de usuários de banda larga, tendo apresentado uma alta de 17,1% para 21,4% no último trimestre de 2006.