AsGa, Digitel, Padtec, Lithustech, Optolink e Plêiades são escolhidas para ter acesso à tecnologia e prestar serviços às operadoras.
O governo anunciou hoje os nomes das seis companhias selecionadas para receber a transferência da tecnologia do Projeto Giga (projeto de convergência tecnológica de redes IP e redes ópticas de alta velocidade).
As empresas brasileiras AsGa, Digitel, Padtec, Lithustech, Optolink e Plêiades foram escolhidas, conforme anúncio feito hoje pelos ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia.
Segundo informações divulgadas pelo ministério das Comunicações esta semana, a seleção das empresas baseou-se na avaliação de capacidade técnica, desempenho financeiro e modelo de gestão. Empresas que já produziam sistemas ópticos ou que estejam apostando fortemente neste mercado também foram consideradas.
A transferência de tecnologia vai permitir às empresas selecionadas condições de oferecerem equipamentos avançados às operadoras de telecomunicações, proporcionando a evolução das redes ópticas no país, segundo o comunicado.
O projeto Giga recebeu investimento de 55 milhões de reais por meio de recursos do Funttel (Fundo para Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações).
Uma parceria entre o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) e a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) montou uma plataforma de teste que conecta cerca de 20 instituições brasileiras em uma distância de 750 quilômetros.
A idéia do governo é que a rede impulsione serviços como de telemedicina, teleducação, entretenimento e estudos de prospecção de petróleo, por exemplo.
A rede experimental batizada de Projeto Giga, que entrou no ar em 28 de abril de 2004 entre São Paulo e Rio de Janeiro, permite velocidades até 400 vezes maiores que as médias oferecidas pelas linhas ADSL das operadoras e podem representar um custo 30 vezes inferior que a internet tradicional.
As empresas Telefônica, Intelig, Telemar e Embratel doaram as fibras ópticas ao projeto e, por isso, puderam ter acesso privilegiado aos desenvolvimento feitos.
Só existem redes similares hoje no Canadá, na França, Japão e Coréia, enquanto o Chile tem planos de instalar a sua.