ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Em dificuldades, Novadata entra com pedido de recuperação judicial

Mercado comenta a ausência da fabricante nacional de PCs, mas companhia prefere não dar entrevistas. Processo corre na Comarca de Ilhéus (BA), onde fica a fábrica.

Publicado: 29/03/2026 às 15:00
Leitura
3 minutos
Em dificuldades, Novadata entra com pedido de recuperação judicial
Construção civil — Foto: Reprodução

A história parece se repetir. O instrumento de recuperação judicial, ainda tão recente na nova Lei de Falências, recebeu recentemente a inscrição de uma segunda fabricante nacional de computadores, menos de dois anos após o primeiro caso.

Depois do episódio Metron, quando a companhia que liderava as vendas nacionais de computadores enfrentou dificuldades financeiras ao se endividar com bancos para financiar seu crescimento, desta vez foi a Novadata, com fábrica em Ilhéus (BA), a buscar o artifício concordatário para evitar uma crise ainda maior.

De acordo com o anuário 100 Maiores de TI e Telecom, publicado pelo IDG, a Novadata, em 2005, teve um faturamento de aproximadamente 230 milhões de reais e era a quinta maior companhia do País na venda de desktops e notebooks, atrás de HP, Positivo, Dell e Lenovo.

Procurada, a companhia preferiu não dar entrevistas por conta do processo, mas uma fonte próxima ao assunto afirmou que a fabricante contratou uma consultoria que a ajude a preparar o plano de recuperação, que deverá ser apresentado ao juiz e em seguida colocado para a aprovação dos credores para que ela ingresse na recuperação judicial.

Segundo essa fonte, “a operação continua normalmente” tanto na fábrica como na distribuição das máquinas. Não é, entretanto, o que diz o mercado. Algumas empresas da cadeia de fornecedores de PCs afirmam que a companhia já estaria concordatária, enquanto outros admitem que ela encolheu bastante.  “Pode não estar fechada, mas está longe de ser o que era”, afirmou outra fonte, que também prefere não se identificar.

De acordo com um fornecedor, a operação na fábrica de Ilhéus continua, mas com foco na preparação de equipamentos para outros fornecedores. “Eles ainda têm alguns pedidos grandes para entregar, como um contrato com a Petrobras. Mas a dívida acumulada é muito grande e a recuperação parece difícil”, sentencia o executivo, que pede para não ser identificado.

No caso da Metron, que liderou as vendas nacionais durante o ano de 2002, o processo foi assessorado pela RCS Auditoria e Consultoria e entregue à juíza Elia Kinosita Bulman, da 4ª Vara Cível de São Paulo, no dia 25 de julho de 2005.

A companhia chegou a informar que negociava com o varejo para, aos poucos, retomar ao mercado, mas não se teve mais notícias do processo, que na época ainda dependia da aprovação da maior parte dos credores. O antigo telefone da companhia não atende e o advogado do processo não retornou ao COMPUTERWORLD.

No processo de recuperação judicial, ao contrário da concordata tradicional, a companhia pode estabelecer um plano de pagamento de dívidas mais longo que os usuais dois anos e não precisa depositar recursos em juízo. No caso da Metron, ela pedia uma carência e quatro anos para começar a pagar as dívidas.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas