Pesquisa mostra que 62% das empresas pesquisadas nos Estados Unidos estão com implantações em curso ou já finalizadas, contra 44% em 2005.
Os planos corporativos para implantação de sistemas de voz sobre IP têm crescido, mas os gestores ainda enfrentam dificuldades em explicar para a alta direção esses projetos. Isso é o que aponta uma pesquisa conduzida pela consultoria BT INS.
De acordo com o levantamento, conduzido com 157 profissionais nos Estados Unidos, 62% disseram que já implantaram ou estão em processo de instalação de sistemas de voz sobre IP em suas redes. O resultado representa crescimento expressivo sobre 2005, quando 44% faziam essa afirmação. Outros 18% disseram que estão desenhando ou testando ferramentas de VoIP.
Mas, se por um lado as intenções de adoção de voz sobre IP têm crescido, os custos têm se tornado uma barreira significativa para a implantação. No ano de 2005, justificar os custos à alta gerência figurava na quinta colocação em uma lista de 15 possíveis barreiras para a adoção. Neste ano, essa preocupação saltou para o topo da lista, com 46% dos executivos dizendo que esta é uma barreira significativa.
O levantamento também reflete uma mudança em como as companhias planejam implantar voz sobre IP. Dois anos atrás, 57% desses profissionais diziam que substituiriam gradualmente a telefonia tradicional com voz sobre IP. O número declinou para 39% neste novo estudo. Agora, 45% dizem que vão ou substituir o sistema tradicional PBX com um PBX IP ou outros produtos de voz sobre IP.
A consultoria questionou os entrevistados sobre quão importante é o VoIP atualmente. Os cinco critérios principais, pela ordem, são: confiabilidade de rede, qualidade de voz, segurança, gerenciamento de rede e garantias de serviços. Todos os cinco critérios foram apontados como muito importantes em 2005.
Entretanto, apesar dos benefícios reconhecidos na utilização de VoIP, existem outros aspectos que ainda restringem a adoção. Para 22% dos entrevistados, o temor de redução na qualidade da voz e indisponibilidade da rede são as principais barreiras a serem superadas. O estudo foi conduzido entre os dias 22 de fevereiro e 31 de março deste ano.