Apesar do documento vazado para a imprensa na semana passada, em que o CEO Michael Dell alertava a possibilidade de diversificar o modelo, executivos afirmam que ele ainda é vencedor no Brasil.
Apesar de, na semana passada, um documento interno de Michael Dell aos
funcionários da gigante de computadores ter vazado para a imprensa, com detalhes
da estratégia da companhia para recuperar a participação de mercado perdida, a
companhia reafirmou hoje sua crença no modelo de vendas diretas.
No documento, Michael Dell afirmava que o modelo de vendas “não era uma
religião” para a companhia e que, por isso, poderia ser revisto. Para Paul Bell,
presidente da Dell para as Américas, que participa da inauguração da fábrica da
companhia em Hortolândia, “a afirmação de Dell é um reflexo de quanto o mercado
mudou nos últimos 23 anos”, desde que a companhia foi criada por ele, em 1984.
Ele admite que, em função dessas mudanças, “hoje 20% dos nossos negócios
são feitos através de distribuidores e integradores”. Nem por isso, no entanto,
a companhia pretende abandonar o modelo direto, disse ele.
“Esse é um modelo de sucesso”, afirmou o executivo. Segundo ele, a Dell vai
continuar a trabalhar em parcerias para levar ao cliente a melhor solução dentro
das suas necessidades.
Bell também afirmou que a receita da Dell no Brasil, desde que ela se
instalou no País em 1999, “cresceu mais de 10 vezes” e dobrou nos dois últimos
anos “como um reflexo de que o modelo de negócios foi bem aceito por aqui”.
A companhia ainda ressaltou, em um vídeo transmitido na cerimônia, que o
modelo de vendas diretas, “com um único ponto de contato para o cliente e
produção sob demanda, permitiu que a produtividade por funcionário desse um
salto de 240% nos últimos cinco anos”.