Presidente da Agência Espacial Brasileira admite que Brasil "ficou para trás" no desenvolvimento de programas espaciais e espera que parceria com Índia ajude a fortalecer o País.
A vinda de um grupo de indianos ao Brasil nessa quarta-feira (16/05) pode resultar em projetos de cooperação até o fim do ano, disse o presidente da Agência Espacial Brasileira, Sérgio Gaudenzi. “A visita foi produtiva, uma vez que daqui vão sair as idéias para os projetos posteriores. Vamos sentar e definir quatro ou cinco pontos concretos e desenvolvê-los no prazo de dois meses”, explicou Gaudenzi.
A Índia, segundo ele, já tem vários satélites e dois lançadores, além de tecnologia desenvolvida no setor, e a troca de conhecimentos é necessária para que o Brasil fortaleça seu programa espacial.
Sérgio Gaudenzi explicou que há pelo menos 20 anos, Brasil, Índia e China estavam no mesmo patamar no que diz respeito a programas espaciais, mas que os dois países asiáticos se desenvolveram nos últimos dez anos, e o “Brasil ficou para trás”, já que recebeu “poucos investimentos”. Ele lembrou que o País já tem acordos com a China, Rússia e Ucrânia.
Entre as áreas em que será possível firmar acordos estão rastreio e lançamento de satélites, estudos científicos sobre eletrojato equatorial, uso de satélites para telemedicina e teleducação, e intercâmbio de cientistas.
Além da Agência Espacial Brasileira, a comitiva indiana visitou os ministérios de Ciência e Tecnologia e Relações Exteriores. Também passou por São Paulo, onde esteve no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e no Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem viagem marcada para Nova Deli, na Índia, no início de junho. Durante a viagem, ele deverá reafirmar o interesse do Brasil de firmar parcerias com o país asiático.