Instituição qualifica a declaração da Microsoft de que a suíte de aplicações de código aberto viola 45 de suas patentes como um ato desesperado.
Depois da declaração da Microsoft de que a suíte de aplicativos de código aberto viola 45 de suas patentes, a OpenOffice.org classificou a atitude como um “ato desesperado”. Segundo Louis Suarez-Potts, diretor da comunidade OpenOffice.org e veterano do grupo de voluntários que suportam esta iniciativa, simplesmente é algo difícil de defender com argumentos compreensíveis.
“Não entendo o que pode motivar a Microsoft a arriscar tanto com uma postura que só pode servir para ganhar a antipatia dos clientes empresariais, como como de milhões de pessoas que utilizam Linux”, afirma.
Suarez-Potts defende que este é um ato desesperado e que a Microsoft está utilizando uma escopeta contra o código aberto, o que saíra como um tiro pela culatra. Estas declarações constituem uma resposta do executivo aos comentários feitos por Brad Smith, conselheiro geral da Microsoft, em entrevista à revista Fortune.
Nesta ocasião, Smith reclamou que a OpenOffice.org, a alternativa de código aberto da própria suíte Office da Microsoft, viola quase quatro dezenas de suas patentes – sem especificar quais.
O OpenOffice está disponível em edições tanto para Linux quando para Windows e pode ser baixado e usado de forma gratuita. Uma versão escrita para a interface Aqua do sistema operacional Mac OS X, da Apple, estará disponível em versão beta antes do final deste ano. Enquanto o OpenOffice é grátis, a suíte Microsoft Office 2007 – disponível para Windows e Mac OS X – pode ser adquirido por 149 dólares.
Até agora, o único ponto de atrito oficial entre a Microsoft e a OpenOffice.org foi o formato dos documentos, já que a empresa de Bill Gates promove o formato Open XML e a OpenOffice.org apóia o formato de código oberto ODF (Open Document Format).