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TBA vende participação na TCS Brasil por US$ 33,4 milhões

Os 49% que eram controlados pelo Grupo TBA ficarão a cargo da Tata, que já detinha 51% da empresa. A transação foi avaliada em 33,4 milhões de dólares.

Publicado: 30/03/2026 às 12:53
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TBA vende participação na TCS Brasil por US$ 33,4 milhões
Construção civil — Foto: Reprodução

ATUALIZADA ÀS 18H – A indiana Tata Consultancy Services (TCS) anunciou na sexta-feira (25/05) a incorporação total dos ativos da TCS Brasil. Até então, o Grupo TBA mantinha 49% da empresa e Tata, os 51% restantes.

A participação da TBA foi vendida por 33,4 milhões de dólares. O grupo brasileiro fazia parte do negócio por meio de uma joint venture com a Tata desde 2002, quando a TCS ingressou no País. A partir de agora, a intenção da TBA é captar recursos na bolsa de valores.

“Logo que fizemos a joint venture já havia uma expectativa de transferência de tecnologia e metodologia de gestão da TCS para a TBA com prazo determinado de cinco anos. O período coincidiu com este momento e por todas as condições que o Brasil está apresentando, com todas as oportunidades de investimento, achamos por bem fazer a transição agora”, aponta Cristina Boner fundadora do grupo.

A TCS Brasil mantém atualmente mais de 1,7 mil funcionários e atingiu faturamento 66,5 milhões de dólares no ano fiscal encerrado em março. Entre os clientes locais estão ABN Amro, Goodyear e Brasil Telecom.

Conjuntamente com o anúncio da venda de participação na TCS Brasil, o Grupo TBA – composto principalmente das empresas True Access Consulting e B2Br – anunciou a intenção de adquirir empresas complementares. As companhias que estão sendo avaliadas operam no segmento de TI para telecomunicações, mercado financeiro e soluções específicas de Business Process Outsourcing (BPO).

O prazo estipulado é de seis meses e o objetivo é crescimento não-orgânico das receitas e aumento do portifólio, para posteriormente abrir o capital, o que deve acontecer de 12 a 18 meses. Por médias empresas, a TBA considera as companhias com até 80 milhões de reais em faturamento com serviços. “O ideal – para ir ao mercado com um IPO – seria atingir um faturamento de 400 milhões de dólares em receita”, complementa a executiva. No ano passado, a B2Br chegou a 700 funcionários e atingiu 100 milhões de dólares em receita.

O Grupo TBA criou um grupo de relações com investidores que será dirigido por Carlos Magno, que atuava na True Acess. A meta do executivo é conduzir o IPO do grupo, embora Cristina Boner enfatize que deverá também participar pessoalmente do processo. “Vamos analisar se o IPO será do grupo ou de cada uma das empresas separadamente. O objetivo é atingir a robustez e porte internacional. Queremos ser a Gol do mercado de TI”, resume.

Parceria complementar
No entanto, apesar da venda da participação, o grupo TBA assinaram e a TCS firmaram um acordo de cooperação no qual manterão o atendimento conjunto aos clientes nas áreas de serviços complementares. De acordo com a executiva, a TCS vai alavancar ofertas da B2Br para os mercados de infra-estrutura ao mesmo tempo em que a companhia brasileira vai oferecer fábrica de software e consultoria de processos de informática.

“Pretendemos ser parceiros da TCS pelos próximos 15 anos e acompanhar o exemplo deles – indianos – no que diz respeito a disciplina, foco e atendimento”, ressalta.

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