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Vivo aprova modelo de 3ª geração, mas Oi e Claro têm dúvidas

Roberto Lima elogia possibilidade de compartilhar rede nas cidades menores, mas presidente da Oi questiona retorno do investimento em novas obrigações.

Publicado: 30/03/2026 às 06:52
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Vivo aprova modelo de 3ª geração, mas Oi e Claro têm dúvidas
Construção civil — Foto: Reprodução

A Vivo aprovou o modelo que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estuda adotar para a venda de licenças de terceira geração de telefonia móvel. Já a Oi e a Claro levantaram dúvidas sobre itens da proposta.

O conselheiro José Leite Pereira Filho apresentou as linhas básicas do modelo que a agência estuda para a licitação durante o 51º Painel Telebrasil. Segundo ele, o órgão pensa em cobrar 5% do valor da licença em dinheiro, enquanto os demais 95% seriam pagos com obrigações, como a que prevê estender a cobertura de telefonia móvel para todo o país – hoje quase 2 mil cidades não dispõem dessa infra-estrutura.

Nas cidades com menos de 30 mil habitantes, a agência vai permitir que as operadoras dividam a infra-estrutura como forma de reduzir os custos em regiões consideradas pouco rentáveis.

Roberto Lima, presidente da Vivo, afirmou, no mesmo evento, que considera “extremamente saudável” a idéia de cobrar 95% da licença em obrigações. “Ao permitir o compartilhamento de infra-estrutura, esse modelo vai permitir maior eficiência, menores danos ao meio ambiente e uma cobertura mais efetiva”.

Segundo ele, mesmo nas cidades cobertas, hoje as operadoras “nem sempre cobrem um município como um todo”, deixando, muitas vezes, periferias das cidades de fora, problema que poderia acabar com uma gestão compartilhada. “O compartilhamento de infra-estrutura é a única forma de incluir o não-incluído”, disse ele, já que na sua opinião as operadoras estão sempre atendendo ao mesmo público, sem abrir oportunidade para os que ainda não têm celular.

Lima defende, desde o ano passado, a criação de uma companhia que administre as redes de todas as operadoras, a exemplo do que fizeram as empresas de cartão de crédito. Todas as operadoras seriam sócias dessa companhia, que seria responsável por gerir e rentabilizar a rede.

Segundo ele, nesse modelo fica possível até a criação das operadoras virtuais no País, aquelas que não têm rede própria, mas compram ‘no atacado’ das operadoras para atender nichos de mercado. “Quanto mais tráfego se gerar nessa rede [compartilhada], melhor para essa empresa que será a dona dessa infra-estrutura”, afirmou.

João Cox, presidente da Claro, admite que a proposta da Anatel “vai tornar muito mais factível o compartilhamento de infra-estrutura”, mas defende que esse seja um assunto das operadoras. “O governo não deve regular”. Ele ainda questiona: “nesse caso, como será a remuneração do serviço?”.

Já Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, concorda com o presidente da Vivo que “os clientes bons são os mesmas da segunda geração” e, por isso, afirmou que sua preocupação “é entender como será o retorno desse investimento” da cobrtura das cidades com menos de 30 mil habitantes.

“Não vi isso em nenhum outro lugar do mundo”, ressaltou Falco. Por isso, ele afirma que “tem que fazer conta” para saber se as obrigações que as operadoras assumiriam garantiriam o retorno no tempo adequado.

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