Companhia criada por um brasileiro e dois holandeses multiplicou o faturamento de maio em quatro vezes sobre o mesmo mês de 2006.
A Brane do Brasil não desenvolve sistemas de busca. Mas o trabalho da companhia criada em março de 2005 é tornar os sites de internet mais otimizados e, conseqüentemente, mais fáceis de serem encontrados e indexados por sites de busca.
A companhia nasceu da própria necessidade de dois dos três sócios, que mantinham um site de hotéis e procuravam um serviço que os ajudasse a tornar o site mais facilmente indexado e mais atraente ao público. Dessa forma, Steven Sudré e Pieter Lemstra acabaram conhecendo Peter Faber, que fazia esse tipo de trabalho para sites americanos, apesar de estabelecido no Brasil.
O potencial de negócio levou os três a se unirem para criar a Brane, não só uma referência ao termo que em inglês equivale a cérebro, mas também uma união de Brasil e Netherlands, pela nacionalidade dos sócios.
Sudré explica que a estratégia da Brane envolve um misto de técnica e marketing. “Muitas empresas criam um site para vender um determinado produto, mas colocam na home page só dados institucionais da companhia e o produto mesmo fica escondido”, afirmou o executivo.
Faber também explica que a parte técnica envolve adaptar os códigos HTML aos sistemas padrões usados pelos sites de busca. “Muitos programadores sabem criar um visual bonito, mas não atendem os padrões dos buscadores”, explica. “Um site totalmente em flash, por exemplo, é completamente invisível ao buscador”, acrescenta Sudré.
Em alguns casos, eles explicam, a Brane também chega a fornecer novos desenhos para o site. Depois de resolvida a parte técnica, a empresa avalia os conteúdos, como os textos e as imagens, assim como sua disposição nas páginas eletrônicas.
“Não se trata de mágica. Em todos os clientes que tiveram sucesso sempre houve o entendimento de que era preciso adequar o marketing e trabalhar os pontos fortes da empresa”, explicou Pieter Lemstra.
Hoje a Brane tem 35 clientes no País, entre os quais Impacta Tecnologia, Alphagraphics e Dimep, e três contas no exterior. A companhia prefere não revelar faturamento, mas adianta que, só no mês de maio, a receita foi quatro vezes maior que no mesmo mês do ano anterior.
Os três sócios, que dividem o controle em partes iguais, já receberam, inclusive, propostas de investidores interessados em participar da sociedade. Para Sudré, no entanto, ainda é cedo para pensar nisso. “A empresa ainda tem muito a crescer”, afirmou.