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Confissão de um spammer: “Sei que vou para o inferno”

Ed, ou Spammer X, conta a sua história no mundo das mensagens não solicitadas. Hoje regenerado, diz que chegou a levantar 15 mil dólares por semana.

Publicado: 31/03/2026 às 20:29
Leitura
4 minutos
Confissão de um spammer: “Sei que vou para o inferno”
Construção civil — Foto: Reprodução

Ele se diz um spammer aposentado, mas “Ed” conseguiu
uma fortuna considerável mandando e-mails que promoviam pílulas milagrosas, cassinos
ou, claro, pornografia. Em seu auge na ‘profissão’, Ed afirma que conseguiu de 10
mil dólares a 15 mil dólares por semana e que guardava o dinheiro em notas de
vinte dólares em pequenas caixas.

Foi uma vida de ganância e excesso, ele conta, focada especialmente em pessoal vulneráveis
que achavam que iam conseguir remédios ou ganhar dinheiro pela internet. A
carreira de Ed começou quando ele foi expulso da escola, com 17 anos, e seguiu
até seus 22. Sem revelar seu nome completo, Ed ou SpammerX é mais um que lucrou
no submundo online com spam.

“Sim, eu sei que vou para o inferno”, disse Ed em evento patrocinado pela
IronPort em Londres. “Mas hoje eu sou um rapaz legal. Pode acreditar”.

Usando um brinco e roupas casuais, teve um tempo em que Ed não era tão legal.
Ele enviou spams para pessoas que se recuperavam de vício em jogos
incentivando-os a jogarem online. Ele usou endereços de e-mail de pessoas que
compraram medicação tarja preta para mandar spam farmacêutico. Resumindo, Ed
diz que ele foi “basicamente o que as pessoas odeiam na internet”.

Ele gastava 10 horas por dia, sete dias na semana, estudando como mandar spam e
evitar as tecnologias de filtro de mensagens indesejadas. A maior parte destas
soluções são efetivas em 99% dos casos; Ed, então, buscava o 1% restante usando
truques como incluir imagens, entre outros. “Quanto melhor eu ficava com spam, mais
dinheiro eu fazia”, ele conta.

Primeiro, Ed encontrava um comerciante online que queria vender seu produto. Aí,
ele pegava uma lista de e-mails na internet e criava um site. Ed adicionava o
link no spam que redirecionava para o site do comerciante. A cada clique, ele
ganhava o crédito acordado.

Na seqüência, o spam era enviado para uma rede de máquinas zumbis controladas
por criminosos digitais. Ed, então, alugava o tempo dessas máquinas para enviar
mais mensagens. Se alguma das pessoas que recebesse o spam realmente comprasse
o produto, Ed receberia uma porcentagem. Quando a venda era de remédios, ele
garante que a comissão era próxima dos 50%.

Estima-se que 1% das pessoas que recebem spam compram algo. Mas Ed garante que,
uma vez, teve 30% de resposta por uma ‘campanha’. O produto? Foco no mercado
adulto: fotos de mulheres vestidas explodindo bexigas.

Em seu último ano de vida como spammer, Ed diz que conseguiu 480 mil dólares. Mas
seu estilo de vida spammer estava custando a sua vida. “É difícil ir para um
bar e explicar para uma garota que seu trabalho é fazer publicidade online de ‘pílulas
de crescimento de penis’”, conta Ed. “Isso não costuma fazer sucesso”.

Ed diz que enviar spam não é a mesma coisa do que roubar alguém, mas existe persuasão.
Além disso, o produto anunciado “é sempre ilegal em algum nível. Se o comprador
for sortudo, é apenas uma versão diluída do produto real”. O Viagra é combinado
com anfetaminas e vários tipos de pílulas são oriundas de laboratórios amadores
na China, Índia ou Ilhas Fiji.

Então, Ed desistiu da ‘carreira’. Ele é autor do livro “Por dentro do Cartel do
Spam: Segredos de negócios do lado negro”. Ed garante que o livro ajudou aos
policiais a entender mais sobre esse negócio, que ele acredita que vai ficar
cada vez pior.

Com o aumento da velocidade da banda larga, os spammers vão olhar para novos
mercados como VOIP ou mandando vídeos, diz Ed. O último problema – e sem solução
– é o usuário, que continua comprando produtos anunciados via spam, o que torna
a indústria possível.

“Acredito que daqui 10 vamos continuar a receber spam”, disse Ed. “Prepare-se
para ser bombardeado”.

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