Operadora segue modelo adotado pela Brasil Telecom com o Único, mas destina serviço apenas ao segmento corporativo.
A Oi, companhia do grupo Telemar, começa a vender ao segmento de médias e grandes empresas serviço que combina a telefonia fixa e móvel no mesmo aparelho.
O modelo segue o usado pela Brasil Telecom no serviço batizado de Único, lançado no ano passado e que hoje tem cerca de 35 mil usuários naquela companhia.
A Oi, no entanto, decidiu focar o servciço, que ela chamou de Oi Flex, no segmento corporativo, enquanto a Brasil Telecom vende o modelo para qualquer usuário.
Segundo comunicado distribuído à imprensa, o Oi Flex é composto de um kit, composto de um aparelho móvel (Motorola V3 Black) e de um Ponto de Acesso, que permite a possibilidade de conexão com a linha fixa.
Sempre que o Oi Flex estiver dentro da área de cobertura do Ponto de Acesso, que atinge até 100m, o cliente pode atender chamadas do fixo no celular, como se estivesse usando a extensão.
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A Motorola também foi a parceira escolhida pela Brasil Telecom e, a pedido da operadora, desenvolveu o software que equipa os modelos, o que lhes permite identificar o ponto de acesso na casa ou no escritório e, assim selecionar a rede que for mais conveniente para o usuário.
Como tanto Oi quanto Brasil Telecom dispõem de redes fixas, basta instalar um ponto de acesso e equipar o celular com o software para poder direcionar a chamada à rede mais barata, conforme a vontade do cliente.
Já a TIM, que ainda não detém rede fixa, lançou o TIM Casa para que o assinante possa ter descontos em um endereço cadastrado, mas a companhia obteve, em junho deste ano, licença de telefonia fixa para todo o País, o que vai equipará-la às duas outras operadoras.
A estratégia das operadoras está baseada no fato de que 70% das ligações feitas pelos clientes em suas casas ou escritórios são feitas a partir do celular – mas com destino a números fixos – o que encarece suas contas mensais por conta da interconexão.
Diante da facilidade de usar o telefone móvel, que tem recursos como agenda e lista de chamadas recebidas, o usuário normalmente prefere usar esse modelo para a maior parte de suas ligações, como apuraram as companhias.