Em parceria com a Foxconn, que já mantinha acordo global com a companhia, HP anuncia base no interior de São Paulo com capacidade produtiva de 100 mil máquinas por mês.
ATUALIZADA ÀS 17H – A Hewlett-Packard (HP) anunciou nesta terça-feira (25/09) sua nova fábrica de desktops e notebooks no Brasil, localizada em Jundiaí, interior de São Paulo, motivada especialmente pelo aquecimento deste mercado no País.
Com investimentos de 40 milhões de reais, a parceira no projeto é a Foxconn, que já mantinha contrato global para produção de equipamentos com a HP em países como México, China e República Checa.
A capacidade produtiva inicialmente será de 100 mil computadores por mês, com mil funcionários dedicados e dois turnos de operação. A divisão sobre qual percentual das linhas de produção ficará destinado a laptops ou desktops será uma resposta às demandas de mercado.
Futuramente a HP poderá considerar inclusive a produção nesta base de handhelds e workstations. “Neste momento a demanda local por handheld ainda não justifica a produção”, aponta Juan Jimenez, vice-presidente do grupo de Computação Pessoal da companhia.
Segundo Ricardo Pagani, diretor de operações da HP Brasil, a localização da fábrica – a 60 quilômetros de São Paulo – foi motivada pela infra-estrutura próxima que a HP mantém na região de Jundiaí – como o centro de supply chain em Campinas – e a central de distribuição localizada em Louveira.
“Qualquer outra triangulação que fosse feita mirando incentivos fiscais também não iria se justificar. A estrutura que temos na região pesou na decisão”, comenta.
A parceira de produção da companhia no País para computadores até então era a Solectron, mas a intenção é fazer com que a fabricação fique centralizada na Foxconn. Pagani informa que menos de 5% da produção da HP hoje permanece com o antigo parceiro.
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Hoje a HP produz em média de 60 a 70 mil computadores por mês no País. Nos demais segmentos, a companhia mantém acordos de produção com a Flextronics, para impressoras deskjets e laser, e com a AOC, em Manaus, para monitores. Já a produção de servidores permanece concentrada na própria companhia.
Parceria estreita
Ainda de acordo com Pagani, os 40 milhões de reais investidos partiram integralmente da Foxconn e a HP não precisou efetuar desembolsos. “Como já tínhamos um acordo global com grande volume produzido, ficou mais fácil conversar com a Foxconn para uma instalação no Brasil”, aponta.
Dos mil funcionários que a Foxconn já tem no País, 125 passaram por um processo de treinamento na subsidiária da empresa no México, em virtude do processo de qualificação demandado.