Em uma rara aparição no palco do IDF 2007, Gordon Moore fala sobre o passado e diz que "não dá para ir além de certos limites".
Sob fortes e duradouros aplausos, Gordon Moore, um dos pioneiros da indústria de microprocessadores e co-fundador da Intel, adentrou o palco do Intel Developer Forum, em São Francisco, nesta terça-feira (18/09) em uma rara aparição pública para celebrar os 10 anos da conferência.
Conhecido pela lei que ditou a evolução dos chips nas últimas décadas e levou seu nome – a Lei de Moore, que previu que o número de transistores em um chip dobraria a cada 24 meses -, o visionário relembrou os tempos em que o Silicon Valley não passava de uma dúzia de pioneiros desbravando novíssimas tecnologias.
“Tivemos sorte”, disse Moore à entrevistadora Moira Gunn, da National Public Radio, sobre a trajetória que levou a companhia fundada em 1968 ao status de maior fabricante de chips do mundo.
Para Moore, a aposta nos gates de silício – entre outras tecnologias emergentes na época – no momento certo deu à companhia a vantagem necessária para estabecer um “monopólio” sobre a inovação durante um longo período.
“Sim”. Esta foi a resposta à grande pergunta da tarde – afinal, após 40 anos de vigência, a Lei de Moore tem data para acabar? “Perguntaram a Stephen Hawking [cientista e físico] sobre o limite da eletrônica e ele disse que seria a velocidade da luz e a natureza atômica da matéria. Não estamos longe disso”, apontou Moore. “Não dá para ir além de certos limites”.
Provocando o entrevistado, Moira perguntou se ele se arrependia de ter dito no passado que o limite para a permanência de um executivo no conselho da empresa deveria se limitar aos 72 anos de idade. Moore respondeu com bom humor: “felizmente outras empresas não têm essa regra”.
Moore reconheceu que a previsão foi conservadora. “Atualmente, muitas pessoas são ativas nesta idade”.