Maiores ágios foram pagos pela Claro nos dois dias de leilão das freqüências realizado pela Anatel. Dos 105 lotes, 28 não tiveram interessados.
A Oi foi a companhia que mais investiu nos leilõs de freqüência de telefonia móvel realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em dois dias desta semana. O leilão terminou na noite de ontem (26/09) com um saldo positivo para a agência em termos de arrecadação.
Dos 105 lotes de freqüência oferecidos, 28 ficaram sem interessados. Os ágios, no entanto, chegaram a mais de 1.000% em alguns casos. A agência levantou 570,25 milhões de reais com o processo licitatório.
A Oi foi responsável por cerca de 40% do total arrecadado, ou 224,35 milhões de reais. A segunda companhia que mais investiu na compra de licenças foi a Vivo, que completou sua cobertura nacional no processo e gastou 169,71 milhões de reais.
A TIM investiu o equivalente a 89,4 milhões de reais para reforçar sua presença em algumas regiões (a companhia era a única que tinha cobertura nacional) e a Claro aplicou 86,77 milhões e, assim como a Vivo e a TIM, passou a operar em todo o Brasil.
A Claro protagonizou os lances mais disputados do leilão e mostrou apetitte para pagar os maiores ágios. Nos lotes correspondentes a duas cidades do Paraná, ela pagou ágios de 1.221% e 1.098%.
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Já a Vivo pagou um ágio de 885,83% por um lote que envolvia cidades da região Centro-Oeste, enquanto o maior ágio pago pela TIM foi de 262,47%, por cidades da região Norte do País.
A novata Options adquiriu um único lote, na região do Mato Grosso do Sul, sem ágio. Já a Easytone, que também havia se credenciado para ingressar na telefonia móvel brasileira, não comprou nenhum. A Unicel prometeu recorrer da decisão judicial que a impediu de participar do leilão.
Ao final do processo, a Claro adquiriu 26 novos lotes, a Oi, 23, a TIM, 14, a Vivo, 13, e a Options, um lote.