Empresa cresceu de três para 1,3 mil funcionários em menos de 1,5 ano e a área de TI teve de se mobilizar rapidamente para atender à demanda da companhia.
Uma idéia de negócio fez com que a Imbra, especializada em implantes odontológicos, crescesse de três para 1,3 mil funcionários em menos de um ano e meio. A área de tecnologia da informação se viu diante do desafio de rapidamente preparar a infra-estrutura para atender a demanda e realizou diversos investimentos nas últimas semanas.
Os projetos de adoção de ERP, adaptação da rede, thin client e outros estão sendo executados por Francisco Garcia, que entrou na companhia há três meses e assumiu as responsabilidades de execução dos projetos de tecnologia.
A primeira iniciativa do executivo foi a de organização da rede e adaptação dos servidores. “Antes era uma máquina simples e tivemos de comprar um servidor de verdade”, conta ele. Na seqüencia, quase que simultaneamente, o executivo liderou a implantação de um sistema de VoIP (voz sobre IP) e a instalação de uma rede virtual privada, que interligou as oito unidades da empresa com a matriz.
O executivo também decidiu pela adoção do modelo de thin clients e adquiriu 300 máquinas, porque avaliou que essa seria a maneira mais fácil de instalar e manter, assim como a mais barata de acompanhar gradualmente o crescimento da empresa. “As vezes só nos parece difícil de fazer os funcionários entenderem que alguns sistemas demoram mais para serem implementados, porque a rede se tornou mais complexa”, lembra.
Mais surpreendente, no entanto, foi a escolha do sistema de gestão empresarial. Segundo Garcia, a avaliação das opções do mercado foi feita em três dias e a decisão do fornecedor em uma hora e meia. “E a nossa principal exigência aos fornecedores era que fizessem a implementação em dois meses, o que significa que terá de ser concluído em novembro”, afirma. O diretor de tecnologia diz ainda que também faz parte do trabalho mostrar aos fornecedores qual é o ritmo da empresa. “Eles estão acostumados a projetos a passos de elefantes e o nosso passo é de lebre”, compara.
Para cumprir a meta de velocidade, a Imbra diz que vai realizar um caminho contrário da maioria das empresas: vai mais se adaptar ao ERP do que o contrário, porque não faz parte dos planos a customização.
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Apesar das decisões rápidas, Garcia defende que nada está feito sem cuidados, estudo ou planejamento. “Eu sempre fui um técnico e só há pouco tempo passei para o lado de gestão. Então sempre avalio o que está sendo feito e consigo avaliar se as opções vão nos causar problemas”, revela. Ele se recusa a dizer quanto foi investido nos últimos três meses, no conjunto de projetos, mas garante que o que foi pago não é nada exorbitante – dando como parâmetro de exorbitância a quantia de 2 milhões de reais.
Para o futuro, a área de TI da Imbra deverá solidificar os projetos que estão em andamento e continuar a preparação a infra-estrutura para atender ao contínuo crescimento. Entre as prioridades, segundo Garcia, está a melhora dos processos de negócios.