Companhia reduz tarifa de pré-pago, hoje de 1,40 reais o minuto, para 0,20 centavos nas chamadas a três números escolhidos pelos usuários.
A TIM decidiu baixar o preço do pré-pago para estimular a adesão dos brasileiros que ainda não têm condições financeiras de adquirir um celular. A estratégia, que cria microrrecargas a partir de 1 real, é uma resposta da operadora ao pedido do ministro Hélio Costa, feito na Futurecom 2007, para que o preço da ligação de celular fosse reduzida.
Segundo Mario Cesar Pereira de Araujo, presidente da operadora, a TIM “está fazendo a sua parte”. A companhia começa a vender no próximo sábado (27/10) recargas de 1, 3 e 5 reais que permitem chamadas a 0,20 centavos o minuto para três números escolhidos: fixos ou outro celular da TIM. Fora desses números, as chamadas continuam com tarifa tradicional, de em média 1,40 reais o minuto.
De acordo com o executivo, o produto não é voltado apenas às classes de menor poder aquisitivo, mas também ao público jovem. Por isso, a cada ligação realizada, o cliente ganha o direito de mandar um torpedo grátis. “Essa foi uma demanda percebida entre o público jovem”, explicou Marco Lopes, diretor de marketing da TIM.
Pelos cálculos da companhia, entre a população que ainda não tem celular no Brasil, haveria um público alvo de mais de 30 milhões que poderiam adotar o modelo, batizado de Plano 1. “Entre os que ainda não tem celular, tirando crianças, idosos e população abaixo da classe E, ainda sobram mais de 30 milhões”, explicou Lopes.
Outros destaques do COMPUTERWORLD:
> Cobrança por pulsos acabou, mas consumidor tem dúvidas
> Vivo compra a Telemig em negócio de até R$ 2,8 bi
> Prazo de validade do cartão pré-pago de celular pode acabar
> Portabilidade numérica será realidade no Brasil até 2009
> Governo não deve permitir bloqueio de conteúdo na TV Digital
O presidente da TIM lembrou que o governo está sempre preocupado com a inclusão digital no País, mas afirmou que “esse deve ser um esforço conjunto entre a área pública e a privada”. Por isso, acrescentou, “se houver a redução da carga de impostos, pode-se atingir uma camada muito maior da população”.
Ele também explicou que a companhia não espera perder margens de rentabilidade com as microrrecargas porque a TIM “tem vários outros planos”, disse. “Recentemente, entramos na telefonia fixa, que é uma receita nova para a companhia, um mercado onde não atuávamos”, disse ele.
Além disso, com o lançamento do TIM Web, a companhia também passou a aumentar a receita media por usuário com a oferta de banda larga móvel. “Esse serviço [o Plano 1] vai gerar uma receita baixa, mas os demais irão compensar”, afirmou Araujo.