Virgílio Amaral, diretor de tecnologia da TVA, diz que hoje o software da caixas conversoras dos canais por assinatura não “conversa” com o Ginga.
Há menos de um mês do lançamento do sinal de televisão digital no Brasil, não há garantias de que os assinantes de televisão por assinatura em São Paulo poderão receber os recursos de interatividade do Ginga (software do sistema de televisão digital nacional).
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Atualmente, cada operadora de televisão por assinatura tem o seu software no head end, centro de televisão a cabo que distribui o sinal para as caixas de recepção. Este sistema não está integrado ao Ginga – recurso de interatividade brasileiro desenvolvido para o sistema de televisão digital no País.
Isso significa, segundo o diretor de tecnologia da TVA, Virgílio Amaral, que a interatividade do Ginga pode não funcionar nas residências em que os moradores são assinantes de TV por assinatura. “O software de interatividade pode nascer morto em São Paulo, porque as operadoras de cabo substituem o sinal enviado pelas emissoras”, explica.
Segundo ele, a solução para isso é uma união das empresas para que seja possível dar flexibilidade ao software para vender o serviço. “Se nada disso for feito, os assinantes de televisão por assinatura não vão ver os recursos oferecidos pelas emissoras de televisão aberta.
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A alternativa é a criação de Comitês, em que participará a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) e as radiodifusoras. Entretanto, segundo Amaral, isso aconteceu porque os envolvidos perceberam isso há pouco tempo. “Antes havia tanto com o que se preocupar e tantas definições a serem feitas que ninguém se deu conta de que isso aconteceria”, afirma.
O problema tem menos de um mês para ser solucionado, pois a data de estréia da televisão digital no Brasil está marcada para o dia 02 de dezembro. Se a questão não for definida (apesar de que dificilmente o Ginga estará pronto comercialmente até a data), os telespectadores poderão ficar desapontados. Principalmente porque os primeiros a comprarem os equipamentos de recepção do sinal, provavelmente pertencem à mesma classe social que é cliente das operadoras de cabo.