Ao todo, as companhias projetam a fabricação de 500 mil produtos em 2008, os quais devem atender apenas o mercado brasileiro, no primeiro momento.
Segundo palavras do próprio presidente da Intel Brasil, Oscar Clarke, o anúncio do início da fabricação local de placas-mãe, a partir de um acordo com a Digitron, representa o início de diversos investimentos que a fornecedora deve realizar no mercado nacional.
“O País vive um momento extremamente favorável”, considera Clarke, que acrescenta: “ainda não é a fábrica de processadores, mas esse representa o primeiro passo”.
Para iniciar a produção do modelo de motherboard para desktops modelo 954GCNL foram feitos investimentos de 12 milhões de dólares, dos quais 10 milhões de dólares na montagem da linha de fabricação e outros 2 milhões de dólares na adaptação dos equipamentos já instalados na planta da Digitron.
Esta última, por sua vez, passa a ser a primeira empresa no mundo a receber licença para produzir localmente placas-mãe Intel e, mesmo sem detalhar valores, diz que também foi responsável pelos recursos exigidos no projeto.
“O aporte de capital que fizemos na Digitron, em 2005, viabilizou essa nova fábrica”, ressalta o presidente da Intel. “No entanto, vale deixar claro que não temos qualquer participação societária na Digitron”, enfatiza o executivo.
Ainda segundo ele, há alguns anos a subsidiária vem discutindo com a matriz formas de reduzir os impostos na importação de produtos para o Brasil, a partir da produção local e da utilização dos incentivos fiscais do Processo Produtivo Básico (PPB).
Quanto ao modelo de negócios, no caso específico dessa primeira linha de placas-mãe, os produtos que devem chegar ao mercado brasileiro em meados de dezembro vão custar cerca de 80 reais, “o que representa aproximadamente 20% a menos do que o item importado”, calcula Sung Un Song, presidente da Digitron, a qual passa também a responder pela comercialização das motherboards para os canais Intel.
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Nesse sentido, Song explica que a produção prevista de 500 mil placas em 2008 deve atender tanto os distribuidores e integradores que fazem parte da rede de vendas indiretas da fabricante quanto acordos OEM com grandes fabricantes de desktops.
Mesmo sem detalhar os próximos passos da Intel Brasil em termos de produção local, Clarke adianta que, em breve, a fornecedora deve divulgar outros modelos fabricados em parceria com a Digitron, em Manaus (AM). “No primeiro momento, a idéia é atender o mercado brasileiro, mas o segundo passo pode ser, sim, a exportação para a América Latina”, analisa Song.