Companhia de microcomputadores, entretanto, mantém decisão de instalar fábrica própria para produzir monitores LCD em Ilhéus (BA).
A Positivo Informática, que em outubro anunciou uma série de decisões de verticalização para reduzir custos, decidiu suspender temporariamente a compra de uma fábrica de monitores LCD que pertencia à uma divisão da Waytec, em Ilhéus (BA).
Segundo Hélio Rotenberg, presidente da Positivo, em teleconferência há pouco (08/11), “diante dos escândalos envolvendo a Cisco e outras companhias, demos uma parada” na decisão de comprar a companhia.
A Waytec teve seu nome citado entre as companhias que participam do suposto esquema fraudulento de importação de equipamentos investigado pela Polícia federal na operação batizada de Persona. A companhia, segundo notícias veiculadas na imprensa, registraria como produtos feitos localmente itens importados.
De acordo com Rotenberg, a Positivo ainda estuda se vai ou não comprar a operação, mas a decisão de produzir monitores está mantida.
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“Isso [o caso Waytec] não vai alterar em nada a implantação de uma fábrica própria. Devemos começar a produzir em janeiro ou fevereiro com capacidade de 20 mil monitores por mês”, reiterou.
Segundo ele, a produção local vai garantir uma economia de 7% nos gastos da Positivo com esse item, que representa 30% dos custos de cada microcomputador, de acordo com o executivo.