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Gilberto Gil defende mandato da ONU para administração da internet

Ministro da Cultura compara internet a meio ambiente para propor maior ação da ONU dentro da rede. A entidade, entretanto, rejeita a administração.

Publicado: 10/04/2026 às 18:15
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Gilberto Gil defende mandato da ONU para administração da internet
Construção civil — Foto: Reprodução

Na palestra que abriu o Internet Governance Forum 2007, realizado pela Organização das Nações Unidas no Rio de Janeiro, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, defendeu que a ONU tomasse o lugar do ICANN no gerenciamento da grande rede.

Último a discursar em uma sessão que reuniu 16 representantes de governos como Índia, Japão, Itália e África do Sul e executivos de grupos de representação online, Gil comparou a necessidade de uma nova regulamentação online com um ecossistema ecológico para exemplificar a riqueza provinda da diversidade de manifestações culturais.

“A internet é transnacional. Precisamos de uma ecologia para a rede da mesma maneira que precisamos de uma ecologia para o planeta”, afirmou o ministro, propondo ainda o desenvolvimento de um novo modelo com múltiplas participações no gerenciamento da internet que chamou de “pós-multistakeholder”.

Gil assinou nesta segunda-feira (12/11) uma portaria interministerial com Sérgio Rezende, ministro de Ciência e Tecnologia, e Mangabeira Unger, secretário de planejamento de longo prazo da Presidência da República, que mapeará a atual estrutura de internet oferecida pelo governo para corrigir problemas e integrá-la em uma infovia de informação que combaterá a inclusão digital.

Presentes na abertura do IGF, nem Unger nem Gil, porém, detalharam investimentos da portaria ou quais as primeiras conseqüências práticas que o projeto terá ao chegar para usuários brasileiros.

Ainda que de maneira mais política, o subsecretário geral para assuntos econômicos e sociais da ONU, Sha Zukang, defendeu a mesma postura em uma reunião após o discurso de Gil que o ministro brasileiro deveria participar, mas alegou problemas de agenda para justificar sua ausência.

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“O ICANN funciona muito bem hoje”, afirmou o chinês, antigo embaixador da China no Reino Unido, emendando que, no entanto, não vê como natural a organização que gerencia a internet mundial ter ações tão próximas a apenas uma potência econômica – o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, no caso.

Zukang, no entanto, rejeitou o papel da ONU como uma administradora da internet mundial, justificando a existência do próprio fórum como um canal de debater possibilidades e trocar experiências que indiquem uma saída mais pluralista na administração.

“A importância do fórum é diminuir o gap (de acesso entre países de primeiro e terceiro mundo) e acelerar o crescimento de países em desenvolvimento quanto à internet. Como fazer isto? É por isto que o IGF existe”, explica o chinês, que representa oficialmente o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, no evento carioca.

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