Crise imobiliária nos EUA e problemas com a aquisição do DoubleClick podem impedir papéis de chegar ao preço estimado por analistas.
A trajetória ascendente das ações do Google ganhou mais um impulso na terça-feira (20/11), quando um analista estabeleceu o preço futuro dos papéis da empresa em 900 dólares, patamar mais alto entre os principais bancos de investimento.
O upgrade feito pelo analista Heath Terry, do Credit Suisse, elevou as ações do Google em 3,6% – ou 22,69 dólares. No encerramento do pregão, os papéis estavam cotados a 648,54 dólares, mas subiram mais 1,96 dólar nas negociações após fechamento, chegando a 650,50 dólares.
Analistas alertam, contudo, que as ações da empresa podem sofrer o impacto da desaceleração do mercado norte-americano, que levariam a uma queda nos anúncios. As oposição à compra da agência de publicidade DoubleClick pelo Google também pode prejudicar o desempenho da companhia na bolsa.
Henry Blodget, famoso por suas previsões acertadas em relação à explosão da bolha das pontocom em 2000, escreveu que a fragilidade da economia causada pela crise no mercado imobiliário norte-americano deve afetar a receita de anúncios de empresas como Google e Yahoo.
Presidente da consultoria Cherry Hill Research, Blodget aponta a fraca receita de anúncios reportada pelo New York Times em outubro como evidência desta recessão.
Os números do mercado como um todo confirmam o diagnóstico: a receita de publicidade em jornais nos Estados Unidos caiu 7,4% no terceiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2006, segundo a Associação dos Jornais da América, puxada por uma queda de 24,4% nos anúncios imobiliários.
Já o Wall Street Journal fez um comentário sarcástico a respeito dos analistas que cobrem o Google em seu blog, dizendo que eles parecem competir para ver quem estabelece o maior preço alvo para as ações da empresa.
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O Credit Suisse lidera a competição, com outras empresas em segundo lugar, avaliando o preço futuro dos papéis em 850 dólares.