Empresa se viu atraída pela economia de energia e o novo design. Cada thin client consome nove volts, enquanto a média de cada estação de trabalho é de 500 volts.
A Racco, empresa curitibana de cosméticos, está reestruturando seu ambiente interno de TI. No lugar dos 120 computadores pessoais que ocupam a sede da empresa em Curitiba, Paraná, a empresa está adotando thin clients.
A primeira fase do projeto, que consumiu 300 mil reais, acabou de ser concluída. Foram comprados 20 thin clients, os monitores de tubo foram substituídos por LCD e PCs antigos que usavam processadores Pentium 3, da Intel, foram reciclados para atuarem como thin clients. Os thin clients foram fornecdiros pela Wyse.
De acordo com Hewerton Martins, gerente de TI da empresa, a iniciativa vai ser concluída em 2008 e deve consumir outros 300 mil reais, totalizando cerca de 600 mil reais. “Estamos fazendo um plano de migração gradativa. Os 120 PCs da administração, inclusive o equipamento industrial, serão reestruturados no ano que vem”, conta.
Além dos equipamentos de hardware, foram adquiridas soluções da Citrix para a distribuição de software nos terminais para clientes e, também, para que os servidores tenham as suas aplicações mapeadas e a redundância seja garantida.
Como deixou as estações de trabalho, conta Martins, as aplicações corporativas – como os sistemas de e-mails ou a interface cliente do ERP – rodam a partir dos servidores, o que torna qualquer problema neles crítico para toda a empresa.
“Com as soluções da Citrix, a gente garante que nenhum cliente interno venha bater na nossa porta em caso de queda em um sistema, tudo funciona de maneira transparente para eles”, afirma.
O gerente de TI da Racco acrescenta que o custo inicial das soluções da Citrix assustaram, mas – ao analisar o cenário de queda do custo com manutenção e maior garantir de segurança (especialmente no controle das portas USB) – eles compensam.
Somada a essa economia, o investimento total na substituição por thin client vai se pagar também pela economia de energia elétrica. “Em três anos, mais ou menos, vamos conseguir resgatar os valores”, diz o executivo.
Martins afirma que cada thin client consome nove volts, enquanto a média de cada estação de trabalho é de 500 volts. “A diferença é muito grande. A diretriz da Racco é ter as melhores práticas ambientais”, garante.
A empresa tem uma atuação descentralizada nas 700 distribuidoras que atuam com mais de 212 mil consultoras em sistema de vendas de ‘porta em porta’ e conta com uma linha de 350 produtos.
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Em um aspecto crítico para o setor de cosméticos e beleza, o thin client auxiliou em outra vertente: o design. “O design é muito importante para uma empresa de cosméticos e beleza. Além de reduzir custos, vamos deixar a nossa sede parecendo um resort, e não um prédio administrativo”, completa Martins.