Comitê de Investimentos Externos nos EUA vai passar outros 45 dias adicionais para investigar se a venda significa um risco de segurança para o país.
A Bain Capital, uma companhia de investimentos
dos Estados Unidos, se recusou a comentar as reportagens apontando que o governo dos
EUA vai levar mais tempo para analisar a proposta de aquisição do fornecedor de
redes 3Com.
A participação da Bain seria de 83,5% na 3Com
com a gigante chinesa de redes Huawei Technologies ficando com o restante da companhia,
em uma negociação que foi avaliada em 2,2 bilhões de dólares.
Antes da confirmação do acordo, o Comitê de
Investimentos Externos dos EUA, parte do departamento do tesouro nacional
daquele país, está analisando se a participação da Huawei apresenta riscos à
segurança nacional dos Estados Unidos, após a Bain voluntariamente ter colocado
o acordo para revisão em outubro.
O período normal de revisão é de 30 dias, podendo
chegar até 45 dias. De acordo com o jornal The Financial Times, o comitê vai
usar o prazo máximo.
Um porta-voz da Bain recusou comentar a decisão,
afirmando que a revisão do órgão é “um processo confidencial”. Além disso, o
fundo de investimentos garantiu que vai trabalhar com o órgão e fornecer as informações
necessárias, garantindo “que a companhia [Bain] vai permanecer firme no
controle da companhia americana [3Com] (…) e que o acordo não apresenta risco
para a segurança nacional”.
Alguns críticos discordam. O deputado
republicano Thaddeus McCotter, de Michigan, pediu para que o comitê rejeito o
acordo. A participação da Huawei na 3Com é, segundo o político disse em
discurso, um “comprometimento grave” da segurança nacional nos EUA.
O departamento de defesa dos EUA usa os
produtos da 3Com para detecção de intrusos e criminosos digitais chineses
atacaram a agencia, disse McCotter. “Somado a isso, outras questões em que
o estado de guerra digital da China comunista contra o nosso país, a aprovação dessa
venda seria uma abjeta abdicação do dever do comitê de proteger o país”,
completou.