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Bradesco investe em biometria

O Bradesco é o primeiro banco do Brasil a implantar a chamada “leitura da mão” em caixas eletrônicos de suas agências. A técnica biométrica, ainda uma novidade disponível em apenas 50 máquinas, é considerada o que há de mais moderno e seguro em autenticação de movimentações financeiras. Tanto que a idéia do banco é, até junho […]

Publicado: 29/03/2026 às 09:00
Leitura
5 minutos
Ataques à infraestrutura crítica poderão causar perda humana
Construção civil — Foto: Reprodução

O Bradesco é o primeiro banco do Brasil a implantar a chamada “leitura da mão” em caixas eletrônicos de suas agências. A técnica biométrica, ainda uma novidade disponível em apenas 50 máquinas, é considerada o que há de mais moderno e seguro em autenticação de movimentações financeiras. Tanto que a idéia do banco é, até junho deste ano, contar com dois leitores em cada uma das 200 agências selecionadas e, num futuro não muito distante, chegar a 25 mil. “Toda tecnologia nova passa por um processo de amadurecimento, aceitação, redução de custos, até alcançar a massificação. Basta olharmos o exemplo dos telefones celulares”, compara o vice-presidente executivo de TI do banco, Laércio Albino Cezar. Ele revela que, nas 50 máquinas instaladas, foram feitas até agora mais de 40 mil transações pelos 25 mil clientes já cadastrados. “Neste primeiro momento, optamos por caixas em pontos estratégicos, onde há movimentações de grandes quantias, para testar a fundo a capacidade do sistema. O resultado tem sido excelente”, avalia.
Cezar conta que a novidade foi apresentada ano passado pela empresa japonesa Fujitsu. “Fizemos alguns estudos, passamos por uma fase de testes e optamos por esta dentre várias outras possibilidades de biometria por se mostrar a mais eficiente”. O índice de assertividade da biometria da palma da mão, explica, é de dez mil para um erro – no caso de a mão ser mesmo do cliente em questão e a máquina, mesmo assim, não reconhecê-la – e a possibilidade de fraude é de oito para cada dez milhões de acessos (0,0000008%), ou seja, irrisória.
Além da biometria da palma da mão, outras possibilidades seriam os reconhecimentos da íris, das digitais ou da voz. Nenhuma, no entanto, foi totalmente aprovada pelos analistas do banco. “Apesar de também seguras, estas outras ferramentas foram desconsideradas porque, além de pensar na segurança, você tem que considerar a aceitação pelo público. A voz poderia abrir brechas a fraudes. O reconhecimento de íris é desconfortável, tem que ficar com o olho na máquina. A impressão digital está muito associada à criminalidade, deixa vestígios, além de ser anti-higiênica. No reconhecimento da palma da mão não há contato, basta aproximar-se do leitor”, esclarece. Cezar lembra ainda que a impressão digital é passível de erros, uma vez que sujeiras ou ferimentos podem alterar as ranhuras da pele.
Já a biometria da palma não impede a leitura de mãos machucadas, sujas ou até mesmo com luvas. Isto porque é feita a identificação da configuração vascular, ou seja, da disposição dos vasos sangüíneos. “Você só não pode ter objetos metálicos nas mãos”, alerta o VP do Bradesco. Para quem foi longe na imaginação, cogitando uma nova modalidade de crime, dos “ladrões de mãos”, cabe um esclarecimento: não há sistema vascular sem sangue circulando, logo, mão “arrancada” não libera o acesso. “Muitas pessoas não sabem que, até os seis anos de idade, o sistema vascular das mãos sofre modificações. Só que, depois dessa idade, ele permanece o mesmo até o fim da vida”, conta. Para as mãos engessadas, também há solução: podem ser cadastradas as palmas direita e esquerda – e não é difícil supor que uma pessoa com as duas mãos quebradas nem saia de casa, certo?

Segurança pesa no bolso
Cezar estima que cada leitor custe 750 dólares e a instalação nas máquinas, outros 250 dólares. Logo, as primeiras máquinas tiveram um custo de 50 mil dólares, o que, ele garante, foi um bom negócio. “Não é capricho ou excesso. É uma necessidade buscar a perfeição em relação à segurança porque, simplesmente, isso pesa no bolso”, diz, recordando que, nos dois últimos anos, nada menos do que 600 milhões de reais foram gastos por bancos brasileiros por conta das fraudes. Em 2006, o Bradesco investiu 8% do total de seu orçamento de tecnologia (um bilhão e meio de reais) em segurança. Para este ano, a previsão de gastos em TI é de quase um bilhão e 900 milhões de reais.
Não estão descartados, no entanto, as senhas e chaves de segurança do Bradesco. Primeiro, porque é inviável instalar, de imediato, leitores em todos os terminais de auto-atendimento. Segundo, porque, enquanto os leitores não forem suficientemente baratos para todo mundo ter um em casa, a autenticação via internet continuará a ser feita com o chaveiro eletrônico (token, disponibilizado às pessoas jurídicas) ou a cartela de números (tan code, entregue às pessoas físicas). Apesar da inovação da biometria, Cezar reafirma a eficiência de tais métodos, dizendo que as fraudes foram reduzidas em 70% graças a eles e que, até hoje, não foi relatado um único caso de clonagem de cartão bancário com chip. “Gradativamente, a tendência é que a biometria tome o lugar desses dispositivos, mesmo porque eles têm um custo e a mão já vem com o cliente (risos). Mas, por um bom tempo, as tecnologias dividirão espaço”, acredita. Ele aponta que o próximo passo do Bradesco deve ser rumo à leitura vascular dos dedos, o que poderá demandar leitores menores e com ainda mais detalhamento. É esperar para ver.

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