ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Tecnologia a serviço da música

Não há dúvidas de que é mais agradável jantar, bebericar e papear com boa música ambiente. O que nem todos sabem, ou preferem ignorar, é que as vozes de Ivete Sangalo, Roberto Carlos, Caetano Veloso e tantos outros deveriam ser recompensadas financeiramente pelo bem-estar que proporcionam, mesmo que fiquem bem ao fundo, quase inaudíveis. E […]

Publicado: 31/03/2026 às 02:08
Leitura
4 minutos
Tecnologia a serviço da música
Construção civil — Foto: Reprodução

Não há dúvidas de que é mais agradável jantar, bebericar e papear com boa música ambiente. O que nem todos sabem, ou preferem ignorar, é que as vozes de Ivete Sangalo, Roberto Carlos, Caetano Veloso e tantos outros deveriam ser recompensadas financeiramente pelo bem-estar que proporcionam, mesmo que fiquem bem ao fundo, quase inaudíveis. E não só os donos das vozes teriam esse direito, como também possíveis autores, compositores, produtores e todos os demais envolvidos na gravação do CD. Pelo menos é isso o que diz a Lei dos Direitos Autorais 9.610/98 sobre a execução de canções, ao vivo ou não, em local público.
É certo que a cifra não deve ser lá essas coisas se analisada individualmente. Mas, multiplicando-se o valor pela quantidade de vezes que cada música toca por ano, vezes o número de locais públicos que existem no País, vezes ainda todas as músicas registradas, chega-se a mais de 200 milhões de reais. Foi esse o valor arrecadado ano passado pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), uma organização privada responsável por controlar o pagamento e a distribuição desses direitos, também cobrados de danceterias, academias de ginástica, rádios, emissoras de tevê etc. “Claro que cada grupo paga um valor. Não dá para cobrar o mesmo de um restaurante, cuja atividade principal é a alimentação, e de uma boate, que vive da pista de dança”, diz o gerente de marketing da entidade, José Pires.
Atuante há 30 anos, o Ecad representa nacionalmente dez associações de músicos que, por sua vez, protegem 230 mil artistas brasileiros e suas obras, que já ultrapassam a casa do milhão. Com tantos desdobramentos de informação, é fácil supor que a base de dados do Ecad é imensa e que há um grande trabalho de TI por trás. De fato, há. São 30 funcionários trabalhando diretamente no departamento, mais parcerias firmadas com empresas como a Quest Software, da qual o Ecad usa a ferramenta Toad, que auxilia no processo de arrecadação e distribuição.
Antes do Toad, a entidade usava ferramentas precárias para a manipulação de dados. Há três anos, os programadores baixaram da internet uma cópia para demonstração e, desde então, não pararam de usá-lo. Adquiriram as licenças e já estão na nona versão do programa. O papel do Toad no Ecad é aprimorar o desempenho do banco de dados Oracle, permitindo consultas mais precisas. Para tanto, usa linguagem declarativa, a SQL (Structured Query Language ou Linguagem de Consulta Estruturada), que dispensa a realização passo a passo de todos os comandos até chegar à informação de interesse. O Toad também permite o acompanhamento detalhado de todos os acessos ao servidor.
Os investimentos em tecnologia, que incluem ainda 30 servidores Risc e Intel e sistemas Linux, Unix e Windows, além da elaboração de uma home page, fizeram a arrecadação do Ecad evoluir 120% de 2001 a 2005. “Usamos dois módulos independentes. O de arrecadação funciona como o sistema de cobrança de qualquer outra atividade comercial. Tenho o cadastro dos clientes, que são os usuários das músicas, e os valores que cada um deve pagar para ter o direito de executar as obras. Emitimos a ficha de compensação e o banco faz o resto. Por aí, controlamos a inadimplência e iniciamos um trabalho de conscientização. Não há multa, mas há pressão”, esclarece Pires. E ela parece funcionar. São 300 mil pagantes, universo que, admite Pires, poderia e deveria ser bem maior, mas, levando em conta a falta de informação e de fiscalização, não deixa de ser relevante. Já a distribuição é feita em cima de estimativas. “Não dá para fiscalizar todas as casas de show, todos os bares, ouvir todas as emissoras para saber que música tocou. Então, o cálculo é feito por amostragem e o computador nos diz exatamente o valor que cabe a cada um dos sócios”, completa.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas