O armazenamento de dados em dispositivos de memória flash deve tornar-se rapidamente uma das tecnologias mais importantes para os data centers, de acordo com estudo da consultoria Gartner. Segundo o vice-presidente do Gartner, Carl Claunch, o dispositivo de estado sólido ainda é de 25 a 30 vezes mais caro que os discos rígidos no custo por megabyte e gera dúvidas […]
O armazenamento de dados em dispositivos de memória flash deve tornar-se rapidamente uma das tecnologias mais importantes para os data centers, de acordo com estudo da consultoria Gartner.
Segundo o vice-presidente do Gartner, Carl Claunch, o dispositivo de estado sólido ainda é de 25 a 30 vezes mais caro que os discos rígidos no custo por megabyte e gera dúvidas sobre sua durabilidade. No entanto, apresenta diversas vantagens em relação ao aparelhos de armazenamento tradicionais, disse o analista em uma conferência sobre data centers. “A memória flash é muito mais rápida, além de ser pequena e resistente o suficiente para ser instalada em lugares em que um disco rígido falharia, por causa de choques”, diz ele.
Limites técnicos
Existem aspectos técnicos que impõem um limite no número de vezes que se pode reescrever dados em um local específico, mas o uso inteligente dos softwares que controlam como, onde e quando os dados são escritos vêm estendendo a vida útil do produto.
“A realidade hoje é que você pode criar um armazenamento flash que dure tanto quando um disco rígido”, considerou o analista. “Nós estamos perto do ponto onde essa opção começa a ficar interessante.”
A razão mais estratégica pela qual o flash está ganhando proeminência nas empresas é que, por anos, as velocidades dos processadores dos servidores têm melhorado exponencialmente, ao passo que a velocidade de acesso aos discos tem crescido a taxas menores. “O gap entre os dois continua aumentando”, alertou Claunch.
Futuro
O flash foi um dos produtos que o Gartner listou como “as tecnologias mais importantes no futuro de seu data center”. As outras foram tecnologia verde, novos tipos de computação cliente, virtualização, computação em nuvem, e remodelação de data center.
O Gartner também prevê uma mudança importante em como os servidores serão construídos, passando das blades de hoje para uma abordagem fabril que trata memória, processadores e placas de I/O como elementos intercambiáveis.
Servidores produzidos com essa abordagem “tratarão memória, processadores e cartões de I/O como componentes de um pool, combinando e recombinando as peças em arranjos específicos para atender às necessidades de seus donos”, declarou o Gartner.