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Inca aposta em BI para maximizar recursos para prevenção do câncer de colo de útero

Ferramenta ajuda Instituto Nacional do Câncer a melhorar visualização de indicadores; investimentos foram de R$ 500 mil

Publicado: 08/05/2026 às 11:13
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Inca aposta em BI para maximizar recursos para prevenção do câncer de colo de útero
Construção civil — Foto: Reprodução

A cena se repete em todos os episódios da série televisiva: Dr. House – personagem vivido por Hugh Laurie – rabisca informações de seus pacientes em sua lousa na busca por pistas que o levem ao diagnóstico. Hipóteses descartadas são riscadas. Novos dados são escritos a caneta no quadro branco estático no centro da sala do médico. Tal situação ficcional ilustra a importância da informação nos processos de saúde.

Se ampliarmos um pouco o espectro de análise, veremos um setor que, há um par de décadas, aposta em tecnologia da informação. Tal histórico permitiu a coleta e o armazenamento de uma base de dados que já contribui para avanços médicos, definição de políticas públicas, estratégias agressivas no âmbito privado, entre outras iniciativas. Mesmo assim, a saúde brasileira ainda encontra-se na UTI. “De um modo geral, a área não tem investido muito em consolidação da informação, buscando algum tipo de inteligência”, sentencia Zina Reis Pinheiro, supervisora de informática da área de desenvolvimento do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

A questão é que os dados históricos estavam sendo analisados de um jeito muito parecido com o adotado pelo personagem da TV: de forma analógica, com horas de trabalho braçal. “Sempre tivemos grandes bases de dados trabalhadas de forma superficial”, reforça Zina. A executiva contextualiza que, no Inca, qualquer relatório necessário demandava que funcionários da área de tecnologia do instituto fossem até a base de dados para gerar os documentos dentro de um padrão, sem dinâmica, agilidade ou elementos gráficos de apoio.

Os primeiros sinais de mudança apareceram em 2006, quando o governo lançou o Pacto pela Saúde – um conjunto de reformas institucionais do Sistema Único de Saúde (SUS) envolvendo as três esferas administrativas. A medida nasceu com o objetivo de promover inovações nos processos e instrumentos de gestão, visando à maior eficiência e qualidade, além de redefinir responsabilidades de cada gestor em função das necessidades de saúde da população.

O Inca viu no movimento uma forma de transformar a massa de dados coletada ao longo dos anos em uma ferramenta efetiva, suportada pela TI. Assim, a organização – referência em oncologia no País – escolheu a base mais consistente e relevante, mapeando a forma de extrair dali inteligência para lutar contra a doença e melhorar a gestão de recursos. “Começamos a investir para consolidar estas informações e para deixar disponíveis cenários gerenciais”, comenta Zina.

O instituto partiu para adoção de uma plataforma de business intelligence (BI) a fim de otimizar processos, criando um observatório do câncer com visão em todos os níveis da saúde pública. O Inca optou por uma solução da MicroStrategy, que consolidaria 61 milhões de registros de informações sobre câncer de colo de útero, totalizando 35 milhões de exames citopatológicos desde 2002. “O que acho interessante neste projeto é o fato de que BI geralmente é usado quando se fala de dinheiro”, comenta Zina, para contrapor: “Mas, no nosso caso, estamos falando mesmo de saúde, de lugares onde a qualidade precisa melhorar”.

O projeto teve início em abril de 2008 e foi criado com intenção de extrair dados de forma consolidada e mostrar de maneira abrangente indicadores acessíveis a todos os gestores de saúde no país. O investimento, incluindo consultoria, produtos, equipamentos e treinamento, foi de aproximadamente R$ 500 mil. O resultado imediato é a disponibilização desses dados online por meio de painéis que auxiliam os profissionais de saúde e gestores no acompanhamento das ações de rastreamento do câncer no colo do útero.

Informações que antes levavam dois anos para tornarem-se disponíveis, agora podem ser acompanhadas com menos de um mês de defasagem. Além disso, a acesso às tabelas foi portado para a internet, proporcionando todas as facilidades de busca geradas nas navegações pelo aplicativos de BI e consolidando em dashboards dados sobre colo do útero permitindo, por exemplo, detalhamento nos painéis, aprofundando do nível nacional até o municipal.  “O sistema traz transparência. O gestor consegue enxergar todas as unidades da rede de saúde para poder ver onde investir”, comenta Zina, enfatizando que isto revela os municípios que não atingem sua meta nos resultados propostos do câncer. 

O projeto contemplando informações do colo do útero foi concluído em novembro de 2008. O Inca toca uma iniciativa de qualidade da mamografia, iniciado em setembro do ano passado, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2009. “Nosso objetivo final é criar um observatório de câncer nos níveis municipal até o federal”, comenta a executiva.

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