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Inovação aberta ainda precisa amadurecer no Brasil

Especialistas debateram conceito em evento em São Paulo, apontando que os desafios dos emergente são muitos

Publicado: 23/05/2026 às 00:34
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Inovação aberta ainda precisa amadurecer no Brasil
Construção civil — Foto: Reprodução

Como está o processo de inovação em sua empresa? Não importa o setor de atuação ou o departamento que lidera a iniciativa, trata-se de algo que, geralmente, consome muito investimento. Por isso, é cada vez maior o número de companhias adeptas à inovação aberta. Ainda que não seja um conceito maduro no Brasil, o País já coleciona cases interessantes como os da Embraer e da Petrobrás, mas o caminho ainda é longo, como avalia Eduardo Vasconcellos, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP).

O especialista falou sobre o tema ao lado de outros especialistas globais, como o professor da Universidade da Califórnia, Henry Chesbrough, e de Gerard Poirier, do Pólo de Inovação de Paris System@tic, durante o Open Innovation Seminar 2010, em São Paulo. “Inovação competitiva depende de estratégica, gerenciamento de tecnologia, estrutura e processos que facilitem a inovação e de uma cultura de gestão de pessoas”, ensina Vasconcellos.

O professor da USP lembra ainda que tudo isso precisa estar ligado ao modelo de negócio. Mas as coisas não são tão simples. Ao abordar os desafios da inovação, especialmente quando o tópico é inovação aberta, ele lembra que “muitas empresas não têm nem um alinhamento sobre qual tecnologia é estratégica para o dia a dia da corporação”. Assim, é preciso responder a questões como: quanto investir? O que fazer dentro e fora da companhia? Isso pode ser aberto ou é crítico? “Open innovation é fundamental para o sucesso, mas não necessariamente quanto mais aberto melhor, a empresa precisa saber qual estágio é possível abrir ou deixar fechado.”

Durante toda a manhã  de quarta-feira (1º de dezembro), os especialistas citaram o velho dilema de se permitir a testar e errar, algo essencial dentro de um processo inovador. Para eles, um departamento de inovação que não comete erros pode estar trabalhando apenas no lugar comum. Além disso, eles alertam que, ao copiar ou aproveitar ideias alheias, é preciso cuidado redobrado, já que, quando não bem feita, a cópia pode gerar algo muito ruim.

O francês Gerard Poirier aconselha os interessados a apostarem no conceito de inovação aberta dizendo que, para isso, é preciso mudar a forma de pensar. “Trabalhar em conjunto é a base da inovação, é preciso gestão de projeto, base técnicas e metodológicas e pessoas.” Na mesma linha seguiu o britânico Michael Rivers, que apresentou o caso de inovação aberta do sistema de saúde de Londres. “É preciso que todos estejam engajados. O sistema de saúde londrino já aplica softwares sociais que são simples de usar, disponíveis na casa da pessoa e isso é troca de ideia. Neste caso, você precisa de uma plataforma como Facebook, que é fácil, flexível e com notificação inteligente.”

No caso do Brasil, depois de todas as explanações, Vasconcellos avalia que, de forma geral, as companhias estão em estágio inicial, com muito a aprender e implementar. “Mas isso varia muito. Tem empresas de grande porte, como Petrobrás que são avançadas em inovação aberta há muito tempo. A Embraer também faz. O segredo está em como aprender com essas empresas que fizeram bem e passar para o resto da cena empresarial. Universidades e entidades, como SEBRAE, são fundamentais nesse processo.”

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